Publicado 22 de Junho de 2021 - 9h57

Por Estadão Conteúdo

O Banco Central Europeu (BCE) quer adotar a diversidade de gênero como critério para a aprovação de novos integrantes de conselhos executivos de grandes bancos da zona do euro, numa iniciativa que elevará a pressão num setor onde a maioria dos cargos principais ainda é ocupada por homens.

O supervisor bancário do BCE, que inspeciona os maiores bancos do bloco, disse nesta terça-feira (15) que "embora a diversidade na liderança seja há muito tempo reconhecida como fundamental para a governança eficaz", números da Autoridade Bancária Europeia (EBA, pela sigla em inglês) mostram que apenas 8% dos diretores executivos de instituições de crédito e investimento europeias são mulheres.

O supervisor também apontou que somente 5% das posições gerenciais dos maiores bancos da Europa são ocupadas por mulheres e que menos de dois terços das instituições têm uma política de diversidade, como é exigido por lei.

O novo critério será utilizado quando o supervisor avaliar novos membros ou executivos. "Sempre que as metas não forem cumpridas, faremos recomendações para solucionar tais desequilíbrios", afirmou Elizabeth McCaul, integrante do supervisor em artigo de opinião publicado no site do regulador. "Se houver violações expressas das estratégias de diversidade, poderemos obrigar os bancos a cumprir as estratégias", acrescentou.

McCaul é uma das 11 mulheres que integram o órgão supervisor do BCE, formado por 34 pessoas. O braço de política monetária do BCE, por sua vez, conta com apenas duas mulheres, incluindo a presidente Christine Lagarde, em seu conselho diretor de 25 membros. Fonte: Dow Jones Newswires.

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