Publicado 17 de Agosto de 2021 - 19h04

Por Agência Brasil

Bolsa fecha no menor nível desde maio em dia tenso no mercado

Bolsa fecha no menor nível desde maio em dia tenso no mercado

Em mais um dia de tensão no mercado doméstico e externo, a bolsa de valores voltou a cair e fechou no menor nível em mais de quatro meses. O dólar alternou altas e quedas, mas encerrou em leve baixa após encostar em R$ 5,30 durante a tarde.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta terça-feira (17) aos 117.904 pontos, com queda de 1,07%. O indicador chegou a cair 2,42% no pior momento da sessão, por volta das 14h50, mas amenizou a queda perto do fim das negociações.

Esse foi o segundo dia seguido de recuo no Ibovespa, que está no menor nível desde 4 de maio. Com o desempenho de hoje, o índice passou a registrar perda em 2021, com queda acumulada de 0,93% no ano.

O mercado de câmbio teve desempenho menos turbulento. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,27, com queda de R$ 0,011 (-0,2%). A cotação chegou a cair para R$ 5,24 por volta das 12h30, mas subiu para R$ 5,30 por volta das 15h. Perto do fim da sessão, a divisa desacelerou após declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano), Jerome Powell.

O dia foi marcado pelo pessimismo no mercado global e local. No exterior, a queda de 1,1% nas vendas no varejo nos Estados Unidos em julho surpreendeu os investidores. Isso um dia após a divulgação de que a indústria e o comércio da China desaceleraram no mês passado.

O desempenho dos indicadores internacionais aumentou os temores de que a expansão da variante delta do novo coronavírus atrase a recuperação da economia global. O mercado global só se acalmou após o presidente do Fed afirmar que os efeitos da variante sobre a economia norte-americana ainda não estão claros.

No Brasil, a falta de acordo para a votação da reforma do Imposto de Renda piorou o cenário, principalmente após o anúncio de um acordo para aumentar os repasses do Fundo de Participação dos Municípios. Isso porque os investidores temem a perda de arrecadação do governo federal.

* Com informações da Reuters

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