Publicado 09 de Agosto de 2021 - 14h38

Por Agência Brasil

Rio de Janeiro - A secretária municipal de cultura, Nilcemar Nogueira, apresenta a programação de Carnaval do Terreirão do Samba (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro - A secretária municipal de cultura, Nilcemar Nogueira, apresenta a programação de Carnaval do Terreirão do Samba (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Agentes culturais e projetos das favelas e periferias do Rio de Janeiro podem se inscrever, até o próximo dia 20, para participar do Projeto Insurgentes – Tecendo Teias Culturais, promovido pelo Museu do Samba, com apoio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e governo federal.

Para participar é necessário preencher o formulário digital encontrado na página do projeto, onde deverá ser anexado o projeto. As propostas devem, obrigatoriamente, ter como base o samba e suas conexões com outras referências culturais da periferia, com letras e temáticas que valorizem saberes tradicionais da cultura popular e mostrem a importância da resistência diante dos desafios sociais, econômicos e do dia a dia. Os trabalhos devem ainda ser apresentados no formato de rodas de rima, partido alto e hip hop.

“A ideia é potencializar a juventude nos seus projetos culturais no hip hop, rima e no samba também”, disse hoje (9), em entrevista à Agência Brasil, a fundadora do Museu do Samba e idealizadora do projeto, Nilcemar Nogueira.

O Projeto Insurgentes terá rodas de diálogos e capacitação profissional para os agentes culturais, com aulas de empreendedorismo. “Porque, muitas vezes, saem editais e eles não sabem como inscrever seus projetos. A gente quer ensinar a fazer isso. Depois dessa capacitação, a gente vai ter apresentação artística desses grupos. Eles mesmos vão escolher os melhores”, disse Nilcemar.

Até o final de agosto, serão selecionadas 50 iniciativas de comunidades do município do Rio de Janeiro, cujos responsáveis vão participar de rodas de diálogos no Museu do Samba. O treinamento tem duração estimada de três meses, estendendo-se até novembro, quando os cinco projetos vencedores serão escolhidos. Com carga horária de 30 horas, as oficinas de agentes culturais vão ensinar técnicas de gestão, de estruturação de projetos e de divulgação cultural.

As cinco melhores iniciativas de todas as regiões da capital fluminense serão premiadas com R$ 5 mil, cada. “É uma forma também de que eles possam melhorar o seu trabalho, adquirir alguma coisa que precisem”. 

A apresentação final ocorrerá em novembro e será transmitida nas redes sociais do Museu do Samba. Os insurgentes terão seus trabalhos registrados na publicação Museu do Samba – Revista Insurgentes, edição especial do periódico da instituição. Serão produzidos ainda vídeos de cada uma das obras, que ficarão disponíveis na página do Museu do Samba no ‘You tube’.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] 

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