Publicado 22 de Junho de 2021 - 17h28

Por Agência Brasil

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, e o presidente do CNPq, Evaldo Vilela, durante cerimônia de lançamento de três chamadas públicas CNPq/MCTI, com valor total superior a R$ 407 milhões.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes, e o presidente do CNPq, Evaldo Vilela, durante cerimônia de lançamento de três chamadas públicas CNPq/MCTI, com valor total superior a R$ 407 milhões.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, e o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Evaldo Vilela, lançaram hoje (22) três chamadas públicas para 5,7 mil bolsas de produtividade em pesquisa de valor total superior a R$ 407 milhões. Os editais devem publicados no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (23).

As chamadas bolsas PQ são consideradas as de mais alto nível no CNPq e destinadas a pesquisadores que possuem produção científica, tecnológica e de inovação de destaque em suas respectivas áreas do conhecimento. 

De acordo com a pasta, as três chamadas públicas pretendem identificar, para eventual financiamento subsequente, projetos com ensaios pré-clínicos, ensaios clínicos fase I, fase II ou fase I/II, em andamento ou finalizados, com produtos de terapias avançadas que sejam de especial interesse nacional no âmbito da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

“A novidade nesse edital é que vamos avaliar mais a contribuição do pesquisador. Sempre avaliamos o projeto de pesquisa, o currículo de quem se candidata. Mas há uma ênfase agora realmente na contribuição do pesquisador. Isso significa que é muito importante o pesquisador publicar os seus artigos. A publicação leva para o mundo aquilo que estamos fazendo”, explicou o presidente do CNPq, Evaldo Vilela. “Agora, temos que ir além das publicações. Esse é o esforço que nós estamos fazendo”.

Para o secretário de Pesquisa e Formação Científica do ministério, Marcelo Morales, trata-se de um dos editais mais importantes do CNPq. “São eles [pesquisadores] que irrigam todo o sistema de ciência e tecnologia. São eles que trabalham pela ciência nacional e são eles os mais produtivos pesquisadores do país. São eles que, quando recrutados, respondem às emergências nacionais e aos anseios da nossa sociedade”, disse. “Nessa pandemia, são esses pesquisadores que estão nos ajudando a resolver essa crise”.

“Todos os países hoje considerados desenvolvidos têm uma coisa em comum que é o investimento constante e estável em ciência, tecnologia, inovações e educação. Esses setores, esses pilares fazem com que esses países tenham capacidade de resiliência, capacidade de recuperação rápida e capacidade de superar grandes crises e é isso que a gente quer pro nosso país”, avaliou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes.

Terapias avançadas

O termo terapias avançadas se aplica a uma variedade de estratégias terapêuticas inovadoras, advindas dos avanços recentes em biotecnologia celular e molecular e do uso de tecnologias sofisticadas. As perspectivas abertas por este novo campo são promissoras e acredita-se que trarão grandes impactos na expectativa de cura e também na qualidade de vida de pacientes, assim como na saúde pública e também na indústria.

Os Produtos de Terapias Avançadas são divididos em três categorias: produtos de terapia gênica, produtos de terapia celular avançada e produtos de engenharia tecidual.

O público-alvo são pesquisadores que atendam aos seguintes critérios: possuir o título de doutor ou livre docência; ter currículo cadastrado na plataforma lates, atualizado até a data limite para submissão da proposta; ser obrigatoriamente coordenador do projeto proposto e ter vínculo formal com a instituição de execução do projeto, que deverá ser uma instituição cientifica, tecnológica e de inovação (ICT) ou uma empresa cadastrada no diretório de instituições do CNPq.

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