A taxação em 10%, média de produtos brasileiros que se proporem a disputar o mercado consumidor dos EUA, como estipulou nesta quarta-feira, 2, o presidente Donald Trump, não deixa de ser lamentável do ponto de vista global, mas deve beneficiar a inserção global brasileira. A previsão é defendida pela Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) por meio de nota distribuída há pouco.
"Para o Brasil, porém, as notícias não são tão ruins já que muitas nações terão dificuldades em levar seus produtos aos EUA. O governo brasileiro deve se valer da conjuntura tarifária vinda dos Estados unidos para assinar acordos bilaterais, diminuir tarifas e facilitar mecanismos aduaneiros", entende a FecomercioSP.
A entidade avalia que o Brasil deveria aproveitar o momento para ampliar suas relações comerciais, sobretudo, no Japão, na China e na União Europeia. "Esse é o momento ideal para o Brasil reforçar sua participação nesses mercados", reforça a nota.
Ainda, de acordo com a entidade, a elevação das tarifas sobre bens básicos, por exemplo, deve desencadear uma inflação generalizada nos preços do mercado interno americano, enquanto as medidas sobre as importações de aço impactarão toda a cadeia dependente dessa matéria-prima. Sem contar algumas commodities essenciais que, mais caras, vão afetar diretamente o orçamento das famílias de baixa renda.