JOGO RÁPIDO

A volta de Renato Cajá

Coluna publicada na edição de 17/9/19 do Correio Popular

Carlo Carcani Filho
17/09/2019 às 01:00.
Atualizado em 30/03/2022 às 12:13

Renato Cajá está de volta à Ponte Preta. Já sem passaram 11 anos e meio desde que foi contratado por indicação da comissão técnica liderada por Sérgio Guedes para a disputa do Paulistão de 2008. Cajá foi o maestro do time que chegou à final e desde então nunca mais saiu do radar do departamento de futebol da Macaca. Ele retornou ao Moisés Lucarelli em 2011, 2014, 2017 e, agora, será apresentado como reforço do clube pela quinta vez em sua carreira. A ligação entre Renato e Ponte é muito forte. Ele já atuou em 14 clubes. Defendeu o Juventude em duas oportunidades e não retornou a nenhum dos outros 12 times. Apesar da forte identidade com a Ponte, Cajá não é um ídolo incontestável. Nessas idas e vindas, em algumas oportunidades magoou a torcida com decisões pessoais e palavras mais duras. Também teve um ou outro momento de queda de desempenho. Por sua longa história no clube, foi mais cobrado do que outros atletas em campanhas ruins. Mas é secundário o fato de ser querido por uns e nem tanto por outros. A questão relevante é se Renato Cajá, que comemorou 35 anos no domingo, é capaz de ajudar a Ponte Preta a voltar à Série A. Que ele tem qualidade para ser titular da equipe eu não tenho a menor dúvida. Mas o que a torcida terá que esperar algumas rodadas para descobrir é se a parte física permitirá que ele ajude o time a ficar entre os quatro melhores da Série B. Cajá vem de um acesso na Série C pelo Juventude. A terceira divisão tem um calendário bem mais suave e um nível técnico inferior. Com a camisa da Ponte, Cajá vai enfrentar uma sequência mais pesada de jogos, sempre com adversários mais competitivos. Teoricamente, o técnico Gilson Kleina conta com dois dos melhores armadores de todo o campeonato. Tanto Longuine como Cajá são jogadores diferenciados para a divisão, mas ainda não sabemos se o treinador poderá contar efetivamente com ambos. Longuine é seis anos mais novo, mas sofre com lesões desde o início da temporada. Cajá terá que adaptar a um ritmo bem mais puxado do que estava habituado desde que assinou com o time gaúcho, em junho. Ele não atuou durante todo o primeiro semestre. Muitos times da Série B sofrem por não ter um camisa 10 de qualidade. A Ponte agora tem dois, mas terá que trabalhar com inteligência para que Kleina possa contar com ao menos um deles, em perfeitas condições, nas 15 partidas que a separam do acesso ao Brasileirão.

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