Publicado 30 de Abril de 2021 - 14h30

Por Lucas Rossafa/Correio Popular

Time apático, sem poder de reação: essa foi a Ponte Preta nesta quinta feira, no Moisés Lucarelli

Álvaro Júnior/ Ponte Press

Time apático, sem poder de reação: essa foi a Ponte Preta nesta quinta feira, no Moisés Lucarelli

Em nova atuação aquém das expectativas, a Ponte Preta foi derrotada pelo Mirassol, na noite desta quinta-feira (30), no Estádio Moisés Lucarelli, pelo placar de 2 a 1, em duelo válido pela nona rodada do Campeonato Paulista. Os gols do Leão da Alta Araraquarense, comandado por Eduardo Baptista, foram marcados por Danilo Boza, de cabeça, e Pedro Lucas, em cobrança de penalidade, enquanto Moisés descontou.

Com resultado negativo, segundo consecutivo no Majestoso e terceiro nos quatro últimos jogos do Estadual, a Macaca segue estacionada na terceira colocação do Grupo B com dez pontos, fora da zona de classificação às quartas de final, atrás de São Paulo e Ferroviária.

O clube do noroeste paulista, por sua vez, engata terceiro triunfo seguido na temporada e se isola na liderança do Grupo D, com 17 pontos, com vaga praticamente garantida no mata-mata.

Pressionada e no momento de maior instabilidade do ano, a alvinegra volta a campo no próximo domingo, 02 de maio, diante do Ituano, no Estádio Novelli Júnior, às 22h15.

O Mirassol, por outro lado, encara a Ferroviária, na segunda-feira, 03, no Estádio José Maria de Campos Maia, às 20h.

Resumo

A largada do primeiro tempo foi de pouquíssimas emoções. Com posse de bola bem valorizada, os dois clubes trocaram passes, especialmente no meio-campo, mas sem objetividade.

Graças ao equilíbrio na disputa das jogadas, as oportunidades claras de gol foram escassas. Se pelo jogo rasteiro faltou criatividade e sobrou marcação para destruir os lances de habilidade, foi necessário apelar para bola parada.

Pelo alto, Mirassol abriu o placar aos 26 minutos com Danilo Boza, de cabeça, em lance marcado por erro de Ygor Vinhas, cuja titularidade já é contestada por parte da torcida, na saída de bola.

Apática, Ponte Preta, com Ruan Renato improvisado na lateral-esquerda na vaga de Yuri, um dos mais abalados psicologicamente pelo apedrejamento ao Gorilão, não teve força para dar amplitude pelas beiradas do campo, enquanto Apodi, tão eficiente na temporada passada, também esteve anulado pela marcação.

Sem confiança, sobretudo a partir do primeiro gol, time campineiro caiu ainda mais de produção e pagou caro pela deficiência na transição entre defesa e ataque. Com Dawhan e Léo Naldi tímidos na dupla de volantes, Camilo ficou sobrecarregado na armação e acabou anulado por Sousa, incansável na marcação.

Também em cobrança de escanteio, Ponte Preta construiu principal chance com Paulo Sérgio, ainda zerado na temporada, em cabeceio que beijou o travessão e não entrou.

Ciente da necessidade de substituições no intervalo, Fábio Moreno promoveu entradas de Vini Locatelli e Niltinho no segundo tempo nas vagas dos apagados Léo Naldi e Pedrinho, respectivamente.

A expectativa de reação no segundo tempo foi esfriada logo aos seis minutos, quando Pedro Lucas, em cobrança de pênalti após toque da bola na mão de Luizão, venceu Vinhas e fez 2 a 0.

Embora desconcertada, equipe campineira, pouco depois de tomar pressão e bola no travessão, descontou com Moisés, graças à jogada entre Niltinho e Apodi, autor de assistência pela direita.

Nos últimos minutos, Ponte Preta sufocou o Mirassol, sobretudo em lances de bola parada, mas não conseguiu superar Alex Muralha para arrancar o empate, apesar de testada de Vini Locatelli na trave, já nos acréscimos.

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Lucas Rossafa/Correio Popular