Publicado 04/04/2021 - 12h48 - Atualizado 04/04/2021 - 12h59

Por Luiz Roberto Saviani Rey/ Correio Popular

O time que venceu o Santos por 5 a 1 com seis juvenis; livro retrata a noite histórica para uma Campinas pequena e apaixonada por futebol

Cedoc/ RAC

O time que venceu o Santos por 5 a 1 com seis juvenis; livro retrata a noite histórica para uma Campinas pequena e apaixonada por futebol

Em 1964, o Santos Futebol Clube contava com um time imbatível. Além de escalar Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, entre outros craques de projeção, acabara de se consagrar bicampeão mundial.
Livro retrata a noite histórica para uma Campinas pequena e apaixonada por futebol
O time que venceu o Santos por 5 a 1 com seis juvenis; livro retrata a noite histórica para uma Campinas pequena e apaixonada por futebol
Apesar de potência no futebol planetário, a agremiação da Vila Belmiro disputava o Campeonato Paulista, sendo o terror dos clubes interioranos, com goleadas acachapantes.
Na noite de 18 de novembro daquele ano, essa história sofreu uma violenta quebra.
Pomposo e cheio dos troféus, o Santos desembarcou no Aeroporto de Viracopos para enfrentar o Guarani. Era uma quarta-feira de intenso calor em uma Campinas pequena, ensaiando os passos para a grande cidade das décadas posteriores.
E o que aconteceu no gramado do Brinco de Ouro foi surpreendente e abalou as estruturas do futebol paulista.
O técnico argentino Armando Renganeschi escalou o time com seis jogadores juvenis, e o Guarani venceu por 5 a 1, com Pelé batendo pênalti defendido pelo jovem goleiro Sidnei Poli.
Uma noite inesquecível para a torcida bugrina, que festejou até a madrugada uma vitória considerada impossível.
O histórico desse jogo memorável é retratado no livro “Guarani em noite de Gala - 5 a 1 no Santos, com baile dos meninos!”, de autoria do jornalista e diretor editorial do Correio Popular, Luiz Roberto Saviani Rey.
A obra, editada pela Pontes Editores, mostra que o Guarani vinha de uma campanha desastrosa no primeiro turno, e beirava ao rebaixamento. Sua torcida temia ficar ao lado do clube rival na segundona.
Treinado por Renganeschi e abastecido pelos “meninos” do ex-ponta Dorival Geraldo dos Santos, à época técnico dos juvenis, o time principiara uma arrancada com a escalação dos novatos Sidnei Poli, o lateral Osvaldo Cunha e os atacantes Joãozinho, Nelsinho, Babá e Carlinhos. O baile foi regido pelo meia Américo Murolo, ex-Palmeiras, um Zenon à época.
No domingo que antecedeu o choque contra o Santos, o Bugre vencera o Noroeste, em Bauru, por 5 a 1. Terminou a competição em sexto lugar.
O ex-técnico Armando Renganeschi ao tempo em que era jogador do São Paulo
Tempos que coroaram uma caminhada do Guarani rumo às grandes conquistas das décadas seguintes. Desde fins dos anos 1950 e ao longo da década de 60, o Guarani manteve bons elencos, com jogadores como o goleiro Dimas, os laterais e volantes Ilton Vaccari, Ferrari, Eraldo e Diogo, os atacantes Benê, Cabrita, Paulo Leão, Tião Macalé, e o ponteiro Oswaldo, vendido ao Flamengo, onde foi consagrado como craque. O ex-técnico Telê Santana encerrou sua carreira no Brinco de Ouro.
O ex-técnico Armando Renganeschi ao tempo em que era jogador do São Paulo

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Luiz Roberto Saviani Rey/ Correio Popular