Publicado 27 de Abril de 2021 - 19h29

Por Adriana Giachini/ Correio Popular

Coral Unicamp no Monumento a Carlos Gomes, durante a Semana Carlos Gomes em 1975

Acervo Histórico do Arquivo Central/Unicamp

Coral Unicamp no Monumento a Carlos Gomes, durante a Semana Carlos Gomes em 1975

Em 27 de abril de 1971, na Catedral Metropolitana de Campinas, o maestro Benito Juarez (1933-2020) regeu o Coral da USP, fundado por ele, como evento inaugural do futuro Departamento de Música da Unicamp – que abriria suas portas efetivamente em 1979.

O concerto, entretanto, é considerado a “pedra fundamental” do Instituto de Artes da Unicamp e que, atualmente, é a quarta maior unidade acadêmica, entre as 22 da universidade, com 1500 alunos, entre graduação e pós-graduação.

São 100 docentes e 70 funcionários atuando para a formação contínua de alunos nas áreas de artes visuais, artes cênicas, dança, música, midiologia e comunicação social. “O IA é procurado por alunos-artistas de todo o Brasil, seja pela qualidade dos docentes, seja pelo reconhecimento de nossa própria qualidade artística”, conta Paulo Ronqui, diretor do IA desde 2019.

Ele está entre os nomes confirmados da live, hoje, às 13h, que celebra o aniversário de 50 anos do Instituto. Uma homenagem ao espaço que, há meio século, é referência, não só para Campinas, mas todo o País e exterior, por respirar arte e inspirar resistência criativa como educação para a construção de uma sociedade democrática.

“O plano, inicialmente, era organizar uma série de eventos presenciais, até mesmo com um concerto na Catedral hoje. Mas, infelizmente, por conta da pandemia, não será possível”, diz Ronqui, que pondera que o mais importante é permitir que a data seja celebrada.

Desta forma, a live de hoje inaugura uma programação de eventos, que se estende até novembro, com edições mensais, com objetivo de resgatar a trajetória do IA nos seus 50 anos. “O IA é, a partir de agora, um jovem senhor de 50 anos. Mas acho importante dizer que o Instituto já constava no decreto que fundou a Unicamp e foi, portanto, idealizado pelo professor Zeferino Vaz, fundador da Unicamp, no mesmo período que os institutos de Biologia, Física, Química, Letras, Geociências, Matemática, Estatística e Ciências da Computação”, recorda.

HISTÓRIA

Além de Benito Juarez, o departamento de música do Instituto de Artes da Unicamp reuniu entre os seus fundadores os professores Joachim Hans Koellreuter, Natan Schwartzman, Rogério Cezar de Cerqueira Leite e Yaro Burian Junior, e iniciou suas atividades, com aulas de composição e regência, em 1979. Já em 1983, foram criados os departamentos de Artes Cênicas e Artes Plásticas e, em 1985, os de Artes Corporais e Multimeios.

Outro marco importante de sua trajetória ocorreu em 1988, ainda com a participação de Benito Juarez (também conhecido por ter regido a Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas por 25 anos). Foi o curso de Música Popular Brasileira (MPB), primeiro do gênero da América Latina e único oferecido em universidade pública no Estado de São Paulo.

ABERTURA

Hoje, no evento de abertura, participam da live, além de Ronqui: Antonio José de Almeida Meirelles (reitor da Unicamp); Marianne Elisabeth Bockelmann (secretária interina de Cultura de Campinas); Mariana Baruco Machado Andraus (diretora associada do Instituto de Artes); José Alexandre Leme Lopes Carvalho (chefe do Departamento de Música); Edson do Prado Pfutzenreuter (chefe do Departamento de Artes Plásticas); Rodrigo Spina de Oliveira Castro (chefe do Departamento de Artes Cênicas); Paula Caruso Teixeira (chefe do Departamento de Artes Corporais); e Mauricius Martins Farina (chefe do Departamento de Multimeios).

Após breve fala de cada um, serão exibidos vídeos gravados antes do início da pandemia de apresentações musicais e cujo elo em comum é o repertório clássico que faz parte do cotidiano dos alunos. A programação completa pode ser conferida no link da live (canal do youtube Instituto de Artes da Unicamp).

No mês que vem serão lançados três curtas-metragens, com direção do professor Noel de Carvalho, sobre a fundação do IA. Na sequência, cada mês do ano, será dedicado ao resgate da história e do trabalho de um departamento, começando com o curso de música popular, em junho, com programação organizada pelo professor José Alexandre Carvalho. Na sequência, a programação conta com artes visuais (julho), dança (mês de agosto), midialogia (setembro) e teatro (outubro). No encerramento, em novembro, a programação estará focada na Galeria do Instituto, com informações desde sua inauguração, até as exposições mais conhecidas, obras de acervo e sua funcionalidade acadêmica.

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Adriana Giachini/ Correio Popular