Publicado 26/04/2021 - 17h39 - Atualizado 26/04/2021 - 17h39

Por Luiz Roberto Saviani Rey/ Correio Popular


Analistas políticos mais atentos observam movimentação clara rumo às eleições presidenciais de 2021, tendo como ponto para os binóculos especulativos, os embates que correm hoje em nível de STF, envolvendo decisões sobre as competências decisórias da Lava Jato, dos atos do juiz Sérgio Moro e daquelas que tornam Luiz Inácio Lula da Silva elegível. Embora de natureza jurídico-judicial, as decisões podem recair e reforçar um embate nas urnas, rivalizando muito mais as figuras de Moro e do petista.
Contraponto 2
Caso se sustente o quadro de candidaturas colocado no cenário atual, uma polarização Moro/Lula traria dois aspectos relevantes para o Planalto. Poderia absorver eventuais impactos do candidato Ciro Gomes, tirando ainda proveito do racha no PSDB, o que atuaria em favor de Bolsonaro. Essa condição ocasionaria racha geral que produziria pulverização de votos da esquerda à direita, podendo resultar em uma campanha confortável para o presidente.
"Os partidos políticos têm de abrir mão dos dois bilhões do Fundão", Levy Fidelix
ROSEIRA EM FLOR
Em uma das mais relevantes reuniões da Câmara Municipal de Campinas na atual legislatura, a Comissão de Cultura da Casa debate, a partir das 13 horas desta segunda-feira, o papel social e cultural da Fazenda Roseira, ícone e fruto de lutas do movimento negro e do movimento popular.
ROSEIRA EM FLOR 2
Aspectos como a preservação da memória e de sua segurança também serão levados em consideração, uma vez que a fazenda sofreu neste ano diversas vandalizações e vilipêndios retratados pelo Correio Popular.
ROSEIRA EM FLOR 3
A convidada para a reunião da Comissão de Cultura é a a gestora da Roseira, Alessandra Ribeiro - doutora em Urbanismo e mestra da Comunidade Jongo Dito. Convidado também o gestor e fiundador da Escola de Políticas Culturais, Maercelo Ricardo Ferreira, entre outros.
AEROTREM
Autor do projeto do famigerado “Trem-Bala”, para ligar Campinas a São Paulo e ao Rio de Janeiro, Levy Fidelix morreu na noite de sexta-feira, aos 69 anos de idade. Defendia o Aerotrem, a ferrovia suspensa, contra os altos custos das obras dos metrôs.
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Fidelix foi líder do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro), do qual foi fundador, em 1994, colocando-se como o primeiro conservador brasileiro.
AEROTREM 2
Político tenaz e obstinado, Levy Fidelix concorreu ao governo de São Paulo em quatro oportunidades. Duas vezes para a Presidência da República.
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Em 2018, desistiu de nova candidatura em respeito ao general Hamilton Mourão e sua posição de vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro. Apoiou Bolsonaro e, ainda na campanha, dele se afaastou. Queria sustentação para concorrer à prefeitura de São Paulo. Não teve. Notabilizou-se por frases conflituosas.
BUSCANDO ABRIGO
Roberto Jefferson, presidente do PTB e ex-deputado federal, jura de pés juntos que Bolsonaro está prestes a ingressar no Patriota. Sem partido desde novembro de 2019, ele precisa fazer escolhas para concorrer à reeleição. O “Aliança pelo Brasil”, por ele idealizado, não sai do papel no prazo eleitoral exigido.
[TITULINHO]BUSCANDO
ABRIGO 2
[/TITULINHO]Ocorre que, segundo o ordenamento jurídico vigente, mesmo o pré-candidato deve estar filiado a um partido político seis meses antes das eleições, podendo ter a candidatura indeferida. O artigo 14, parágrafo 3.°, inciso V da Constituição Federal determina a filiação partidária como condição e garantia da elegibilidade.

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Luiz Roberto Saviani Rey/ Correio Popular