Publicado 05/04/2021 - 22h17 - Atualizado 05/04/2021 - 22h17

Por Luiz Roberto Saviani Rey/ Correio Popular


Uma das nomeações menos retumbantes na reforma de Bolsonaro, um nome quase despercebido no noticiário, a presença da deputada federal Flávia Arruda na chefia da Secretaria de Governo tem alto significado políico e função primordial na aproximação do presidente com o “Centrão”. Mulher de José Roberto Arruda, ex-governador do DF - cujos direitos políticos foram suspensos -, traz em consigo as demandas e postulações de interesse do grupo que servirá de base a Jair Bolsonaro em 2022.
Reunião de cúpula
O recém nomeado chefe do Exército, general Paulo Sérgio Oliveira, buscou amparo em antigos ocupantes do posto. Uma reunião com os generais Edson Pujol e Eduardo Villas Boas, na sexta-feira, posicionou o novo comandante sobre os obstáculos que permeiam a área militar e a vida no Palácio do Planalto. Foto do encontro foi postada na conta do Exército no Twitter, resaltando “laços de respeito, camaradagem e lealdade”. A mão amiga.
"Politizar as Forças Armadas é crime de responsabilidade", Senador Jean Paul Prates (PT-RN)
SALVAR A PELE
A minirreforma ministerial de Bolsonaro parece não ter sido suficiente para acalmar opositores, o mercado e até mesmo parlamentares de sua base. Há mais cabeças a prêmio.
SALVAR A PELE 2
Por trás da recente distribuição de verbas para obras nas localidades de deputados e de senadores, encontra-se uma nova guerra. Uma tentativa de Bolsonaro de evitar mexida profunda e traumática ao seu governo.
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Vozes se levantam e pedem a troca do ministro Paulo Guedes, da Economia. Bolsonaro faz esforços para salvar a pele de seu principal assessor.
SEM MÁSCARA
Bolsonaro circulou por distritos de Brasília, ontem pela manhã. Sem máscara, e acompanhado do novo ministro da Defesa, Wilson Braga Netto, proclamou: “minha guerra não é política. É uma guera que tem a ver com o futuro de uma nação”.
SEM PRECONCEITO
O prefeito Dário Saadi manifestou seu repúdio a toda forma de preconceito religioso, em live ontem pela manhã, no quarto andar dos Jequitibás, como mensagem de Páscoa.
PELA DEMOCRACIA
Em reflexão sobre as trocas no comando das Forças Armadas, o ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann, considera que “os militares disseram não a Bolsonaro e sim à democracia”.
SEGURANÇA MÍNIMA
O Supremo Tribunal Federal começou a analisar a Lei de Segurança Nacional com o propósito de propor a exclusão de trechos que têm sido objeto de uso pelo presidente Jair Bolsonaro na investigação de adversários.
SEGURANÇA MÍNIMA 2
Um dos dispositivos sobre o qual os ministros mais se debruçam, reside no artigo 26, fixando pena de um a quatro anos de prisão para pessoas que caluniarem membros dos Três Poderes.
ESPERANÇA
O vice-presidente da FIESP/CIESP, Rafael Cervone, condena as disputas polítcas em meio à pandemia, e diz ter esperança de que haja volta à realidade a partir do segundo semestre.
OZAIR RIZZO
Faleceu na sexta-feira o ex-vereador Ozair Rizzo, um dos últimos políticos da era quercista. Foi o primeiro presidente da SANASA, e cumpriu mandato como presidente da Câmara Municipal de Campinas.
TRABALHO ESCRAVO
A Câmara Municipal de Sumaré aprovou medida para a cassação de alvará de funcionamento de empresas que utilizam trabalho escravo. A iniciativa é do vereador William Souza.

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Luiz Roberto Saviani Rey/ Correio Popular