Publicado 02/04/2021 - 14h19 - Atualizado 02/04/2021 - 14h19

Por Luiz Roberto Saviani Rey/ Correio Popular


Uma das vozes relevantes na orientação empresarial, política e social no país, a FIESP/CIESP emitiu na quarta-feira parecer sobre o atual momento da pandemia. Em reunião virtual com empresários de cidades da RMC, seu vice-presidente, Rafael Cervone, encarou a crise política, gerada por Bolsonaro, com demissões de comandantes militares e troca de ministros como inoportuna e prejudicial ao combate à pandemia. “Não é hora para crise política”, afirmou. “É hora da vida”.
Combate à covid
Da mesma forma, segundo o vice-presidente da CIESP/FIESP, as disputas entre o poder central e os governos estaduais estão na mesma linha de confronto com o que deveria ser prioritário e efetivo: a vacinação em massa da população. Ao ver de Rafael Cervone, “são ruins para o país as disputas entre os governos, pois o foco neste momento deve ser o combate à covid-19 e a preservação da saúde, com breve retorno e retomada da realidade. Boa reflexão.
"Não é hora para crise política, é hora de preservar a saúde", Rafael Cervone, vice-presidente da CIESP/ FIESP
EM OBSERVÇÃO
O presidente Jair Bolsonaro não absorveu integralmente a nomeação do general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira para comandar o Exército.
EM OBSERVAÇÃO 2
Seu aceite, segundo fontes militares, foi uma forma de acomodar a nomeação do novo comandante ao critério de antiguidade. Bolsonaro teria confidenciado a assessores que o general Nogueira de Oliveira encontra-se “em observação”, e que pode ser trocado.
ALTO-FALANTE
As críticas e reparos à ausência de comando federal no combate à pandemia não foram atenuadas, e teve ontem novos focos de confronto com o Planalto. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, bateu forte, na reunião do comitê da covid-19, na tecla da “desarticulação e falta de coordenação que levaram o país ao caos. E isso não poderia ter ocorrido”.
CARÊNCIA
Depois da falta de leitos, de cilindros de oxigiênio, de medicamentos e outros tantos elementos, uma nova crise provocada pela pandemia encontra-se no limiar do estouro: mais de dois mil municípios estão prestes da ficar sem kits de intubação.
UTI FEDERAL
13% dos funcionários do Palácio do Planalto já foram acometidos pela covid-19. Hora de montar um hospital de campanha.
MATANDO A FOME
Ao contrário da Prefeitura de Campinas, a prefeita de Valinhos, Capitã Lucimara, aderiu e participará da campanha de João Doria vigente em todo o estado de São Paulo - visando à arrecadação de alimentos, por meio de doações nos postos de vacinação contra a covid-19.
MATANDO A FOME 2
No Município de Valinhos, o posto de vacinação está no Parque Municipal da Festa do Figo. Rua D. João VI, 82. No local, há pontos para as doações de alimenetos não perecíveis.
COMBATENTE
No recesso familiar, o corpo do prefeito de Hortolândia, Ângelo Perugini, será sepultado nesta manhã, em cemitério do município de Jacutinga, sua terra natal. Ele permaneceu internado por dois meses, acometido pela covid-19.
COMBATENTE 2
Perugini foi um dos primeiros prefeitos brasileiros a se mobilizar e a criar comitê para tratar da pandemia. A prefeitura da cidade decretou luto oficial.
SOLIDARIEDADE
Na roda das cadeiras no comando das siglas partidárias em Campinas, o Solidariedade poderá passar a ser presidido pelo empresário Rodrigo Pavane, figura que se destaca como consultor político. A bancada na Câmara Municipal conta com os vereadores Jair da Farmácia e Marrom Cunha.

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Luiz Roberto Saviani Rey/ Correio Popular