Publicado 01/04/2021 - 18h30 - Atualizado 01/04/2021 - 18h30

Por Luiz Roberto Saviani Rey/ Correio Popular


Foi simbólica e de interessante leitura semiótica, ontem, a apresentação dos novos comandantes das Forças Armadas. Trêmulo e trôpego, o ministro da Defesa, general Walter Braga Neto, entronizou os três militares de forma rápida, lacônica, dispensando cerimônias e discursos. Notável a postura de caserna do general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, do almirante Almir Garnier, e do brigadeiro Carlos Almeida Baptista Jr., postados como em solenidade no quartel. Só faltou prestarem continência.
Função constitucional
Ficou exposto e aparente que a escolha dos novos comandantes, por certa ordem temporal, não foi do agrado de Bolsonaro. Até porque, são militares com tradição na defesa da não inclusão das Armas em meio à política. Em especial o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, cuja fala, há uma semana, foi contrária ao chamamento de Bolsonaro pela adoção de “estado de sítio” no país. Ao que tudo indica, terão a costumeira atuação técnica-constitucional.
"Democracia e liberdade são o maior patrimônio", Walter Braga Netto, ministro da Defesa
A ORDEM
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que comanda o comitê de instituições formado para o combate à covid, deu o diapasão do comportamento a ser adotado a partir de agora. Procurou serenar os ânimos e juntar forças pela vacinação, contrapondo-se à postura de Bolsonaro.
A ORDEM 2
Pacheco pregou a unificação de ideias e de ações, a soma de esforços e colaboração na busca de soluções calcadas em aspectos técnicos e científicos. “É preciso agir com temperança e ponderação”, afirmou.
A CONTRAORDEM
Menos de dez minutos após o discurso do presidente do Senado, e do reforço pelas medidas de restrição social ditadas, ao seu lado, pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, Jair Bolsonaro entrou no ar, pregando o fim do isolamento e a volta à vida normal. Sem máscara, proclamou que “não adianta o povo ficar em casa”.
OLHO NO CONVIVËNCIA
Alocada no plano de metas de Dário Saadi - encaminhado à apreciação da Câmara Municipal na terça-feira -, a reforma, ou a conclusão da reforma do Centro de Convivência Cultural de Campinas terá o acompanhamento de perto de comissão de vereadores.
OLHO NO CONVIVÊNCIA 2
A iniciativa de criar uma comissão de representação da Câmara partiu do vereador Luiz Carlos Rossini (PV). O legislativo, segundo ele, vem sendo questionado sobre as obras. A representação criada visa a dar suporte às ações da Prefeitura e prestar contas à sociedade.
FOME ZERO
O prefeito Dário Saadi deixa sua sala no 4.° andar, às 9h45 de hoje, para presidir solenidade no Paço Municipal. Receberá doação de 25 toneladas de macarrão para a campanha “Campinas sem Fome”, que a partir de hoje, conta com o apoio do Correio Popular, marcado em selo que acompanhará reportagens sobre a pandemia e vacinação contra a covid.
MAIS MÉDICOS
A Câmara Municipal aprovou o programa “Mais Saúde”, com o qual a Prefeitura reforçará a equipe de médicos atendentes à saúde da família.

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Luiz Roberto Saviani Rey/ Correio Popular