Publicado 25/04/2021 - 14h15 - Atualizado 25/04/2021 - 14h15

Por Correio Popular


Hoje, 23 de abril, comemora-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. A data foi instituída pela Unesco em 1995. O objetivo é encorajar as pessoas, especialmente os jovens, a descobrir os prazeres da leitura, e conhecer a enorme contribuição dos autores de livros através dos séculos. A escolha da data se deve a uma antiga tradição catalã de oferecer uma rosa para quem comprar um livro no dia de São Jorge, também comemorado hoje. Também marca a morte de três grandes escritores: o inglês William Shakespeare, o espanhol Miguel de Cervantes e o peruano Inca Garcilaso de la Vega.
Um dos passos mais importantes para a evolução da humanidade foi a invenção da escrita. A leitura é o principal meio de absorção de conhecimento. Acrescente-se que a literatura de ficção tornou-se um símbolo cultural. Outros meios de entretenimento também oferecem benefícios similares, mas nada se compara ao poder do livro.
A leitura proporciona uma melhora significativa na capacitação e instrução do indivíduo. Estimula a criatividade, exercita o cérebro, melhora a concentração e memorização, amplia o vocabulário e conhecimentos gerais, desenvolve raciocínio lógico e habilidades de escrita, desperta o senso crítico e flexibilidade analítica e, por fim, transporta o leitor para outro universo.
Por razões históricas, econômicas e políticas, o hábito de ler foi pouco difundido no País. Claro que nas últimas décadas houve um avanço. Uma interessante pesquisa do Ibope e Instituto Pró-Livro, de 2016, descobriu que o hábito de leitura tem crescido mais entre crianças do que jovens e adultos. O que é positivo porque demonstra uma mudança gradual na aderência ao universo das letras.
Educadores discutem como incentivar o gosto pelo consumo de livros. Há uma corrente que aponta razões econômicas, a sugerir que o livro é um produto caro. Mas seria esta a única barreira de entrada? A resposta é não. A chave está na educação. O brasileiro gosta de futebol porque os seus pais e as escolas incentivam as crianças a chutarem uma bola. Resultado semelhante poderia ser obtido incentivando as crianças a escrever contos, inventar histórias, ao invés de chutar uma bola.
Nessa linha, concursos de literatura de ficção nas escolas elevariam o fascínio dos estudantes em consumir o tipo de arte que estão produzindo. É muito comum pensar no incentivo ao consumo de livros apenas pela leitura, mas a escrita é igualmente fundamental. Viva o livro neste 23 de abril!

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