Publicado 08/04/2021 - 14h40 - Atualizado 09/04/2021 - 12h59

Por Erick Julio/ Correio Popular

Gari trabalha no Centro de Campinas: município terá uma ampliação da área de varrição manual das vias públicas e um trabalho de 100% de compostagem dos resíduos orgânicos, de acordo com novo plano municipal

Diogo Zacarias/ Correio Popular

Gari trabalha no Centro de Campinas: município terá uma ampliação da área de varrição manual das vias públicas e um trabalho de 100% de compostagem dos resíduos orgânicos, de acordo com novo plano municipal

A Prefeitura de Campinas apresentou, em audiência pública realizada ontem, as atualizações feitas no Plano Municipal de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos. O documento, de 2012, é uma exigência do Marco Regulatório de Saneamento, do Governo Federal, e define as metas que serão estabelecidas na parceira público-privada do serviço de limpeza e manejo do lixo em Campinas.
A reunião realizada na Sala Azul do Palácio dos Jequitibás, e transmitida de forma online, contou com a presença do prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), do secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, da secretária de Administração, Maria Emilia de Arruda Faccioni e de dois técnicos do Departamento de Limpeza Urbana.
Por conta de compromissos da agenda, o prefeito participou somente da abertura da audiência e exaltou o trabalho feito pela Secretaria de Serviços Púbicos. De acordo com Saadi, o plano recebeu contribuições importantes ao longo do seu processo de elaboração.
"Eu fiz questão de estar aqui pessoalmente para dar boas-vindas para todos os presentes e para quem nos acompanha no ambiente virtual. Gostaríamos de poder fazer esse encontro presencialmente e aberto, mas o momento da pandemia não permite. De todo modo, tenho certeza de que o Plano de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos foi muito melhorado com a participação de todos, inclusive, de lideranças que atuam na área ambiental e empresas do setor", disse Saadi antes de deixar a audiência.
O secretário de Serviços Públicos, por sua vez, explicou que o plano municipal segue as metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que tem como objetivo estimular a coleta seletiva, a reciclagem e o reaproveitamento do que for possível para evitar o descarte em aterros sanitários. De acordo com Paulella, Campinas "avançou muito" em matéria de reciclagem e vai ampliar ainda mais os investimentos nessa área.
"Temos trabalhado junto com professores da PUC-Campinas para criar uma cooperativa de reciclagem de equipamentos eletroeletrônicos. É provável que tenhamos a primeira cooperativa de reciclagem desse material patrocinada pela Prefeitura. Além disso, devemos avançar ainda mais na contratação de cooperativas de reciclagem".
Ao longo da audiência, o engenheiro Fernando Carbonari, que é assessor técnico da Secretaria de Serviços Públicos, explicou que a Prefeitura já tem duas cooperativas contratadas que "têm responsabilidade total" por todo o processo de coleta, triagem e reciclagem de resíduos. Ainda de acordo com o engenheiro, outras três cooperativas estão em fase de contratação.
Na audiência, Paulella revelou que a Prefeitura deve publicar, "nos próximos dias", o edital de consulta pública da minuta do edital da parceria público-privada do lixo. O documento ficará aberto por 30 dias para receber contribuições. Após essa etapa, será feita uma nova audiência pública.
O plano da Prefeitura prevê uma coleta mecanizada, em locais possíveis, de 100% dos resíduos, além de uma coleta regular de 100% na área rural. Ainda segundo as metas da administração, Campinas terá uma ampliação da área de varrição manual das vias públicas e um trabalho de 100% de compostagem dos resíduos orgânicos.
Ao logo da audiência de ontem, a Prefeitura foi questionada sobre a coleta de lixo em regiões periféricas e comunidades que ficam nos limites de Campinas. O secretário de Serviços Públicos explicou que a administração municipal tem atendido as demandas feitas por moradores de regiões mais afastadas.
"Recentemente nós tivemos uma demanda de uma comunidade chamada Santa Rita, que fica na divisa de Campinas com Hortolândia e Monte Mor. É uma região que causou indecisão nas três prefeituras. Conversando com o secretário de Serviços Urbanos de Hortolândia, nós identificamos, por meio do georreferenciamento, que a área pertence à Campinas e então assumimos a coleta e resolvemos os problemas. É importante que as pessoas, em especial quem vive na periferia e que porventura não tenham esse trabalho no seu bairro, comuniquem a Prefeitura pelo 156 e ao Departamento de Limpeza Urbana, que nós resolvemos", finaliza.

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