Publicado 26/01/2021 - 14h21 - Atualizado 02/02/2021 - 16h17

Por Raquel Valli/ Correio Popular

Estudante deixa local de prova do Enem: exame equilibrado

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Estudante deixa local de prova do Enem: exame equilibrado

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 fugiu de temas atuais, tais como o gerenciamento da pandemia de Covid-19 ou as queimadas na Amazônia, que estamparam tanto as manchetes dos jornais em âmbito nacional e internacional. Tanto a prova de Ciências da Natureza e Matemática, realizada no domingo, 24 de janeiro, quanto a de Linguagens e Códigos, Ciências Humanas e Redação, aplicada no domingo, 17 de janeiro, abstiveram-se de exibir pontos "delicados", que poderiam ter sido muito bem tratados neste momento tão peculiar.
"O Enem não levou tanto em consideração o contexto atual, o momento pelo qual atravessamos", afirma o professor Daniel Cecílio, diretor pedagógico do Curso Pré-Vestibular Oficina do Estudante. "O marcante neste ano foi mesmo o tema da redação, intitulado 'O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira', que realmente superou todas as nossas expectativas", analisa.
Ainda de acordo com o Cecílio, as provas foram trabalhosas para os alunos. Mas, como o Enem não é tão difícil comparando-se a outros vestibulares, esse aspecto não foi um item complicador para os candidatos. "Foi uma prova equilibrada, tradicional, como se espera do Enem. Houve muitas questões contextualizadas. De uma forma geral, as questões foram de nível médio, obviamente encontrando, em algumas disciplinas, questões mais ou menos fáceis".
Recorde negativo
A abstenção dos alunos este ano foi recorde: mais de 50% dos inscritos não fizeram o exame. O histórico de 2020 ainda contou com outras polêmicas, como o pedido da Defensoria Pública da União para que as datas da prova impressa fossem alteradas por causa da pandemia do coronavírus. As provas foram então remarcadas, passando de 22 e 29 de novembro de 2020 para 17 e 24 de janeiro de 2021.
Em janeiro deste ano, a Defensoria entrou com um outro pedido. Desta vez, para o adiamento das provas. Mas, a Justiça o negou, alegando que caberia a cada cidade decidir se haveria ou não condições para realizar o exame. Uma semana antes da primeira prova, secretários estaduais, tanto de pastas da Saúde, quanto da Educação, informaram estar preocupados com a aplicação em meio ao agravamento da pandemia.
Considerado o equivalente ao maior vestibular do país, o Enem serve para que o candidato possa disputar vagas em universidades, além de ter acesso a financiamento estudantil (Fies) e a bolsas de estudos (Prouni).

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Raquel Valli/ Correio Popular