Publicado 22/01/2021 - 15h11 - Atualizado 22/01/2021 - 16h01

Por Guilherme Ferraz/ Correio Popular

Prefeito diz que ser? toler?ncia zero, e que, se houver ocorr?ncias, vai instaurar sindic?ncia ou acionar a Pol?cia

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Prefeito diz que ser? toler?ncia zero, e que, se houver ocorr?ncias, vai instaurar sindic?ncia ou acionar a Pol?cia

A vacinação contra a Covid-19 começou ontem (21) para os profissionais da Saúde das redes municipal e particular de Campinas. A cidade recebeu 24.960 doses da Coronavac, na noite de quarta-feira (20), que serão distribuídas para 18 pontos entre centros de saúde e hospitais púbicos e privados. No Hospital Mário Gatti, a médica Maelly Romi Ikuno, de 34 anos, que atua na linha de frente do combate à Covid-19 no pronto-socorro do hospital, foi a primeira a ser imunizada.
Maelly disse que se sentia lisonjeada em poder representar os profissionais de Saúde que atendem diretamente os infectados pelo coronavírus e que, durante o trabalho, enfrentam dificuldades, angústias e incertezas. "Que essa seja uma nova fase para todo mundo, uma fase com mais esperança e que a vacina chegue para todo mundo", desejou. A médica do Mário Gatti disse que foi infectada pelo coronavírus e salientou que ainda não é o momento de relaxar.
"Tive covid em maio do ano passado. O pior da doença é a angústia do desconhecido, não saber como ela vai evoluir. A vacina é o momento que nós mais esperávamos em todo o decorrer da pandemia. É um comecinho de esperança, mas a gente precisa lembrar que não podemos relaxar com as precauções, com o isolamento de contato, com o uso da máscara e a higienização das mãos. A vacina vai ajudar muito, mas ainda precisamos ficar atentos", recomendou.
O médico há mais tempo no Hospital Mário Gatti, Sérgio Dias, de 58 anos, também recebeu a primeira dose da Coronavac. "Trabalho aqui no hospital há 34 anos, e este é um dos momentos mais especiais que já vivi. É muita felicidade, principalmente para nós que vimos tantas pessoas adoecerem e morrerem. Eu mesmo perdi três colegas por covid. Não é só uma gripezinha. Ontem atendi a um rapaz de apenas 40 e poucos anos que pegou covid e agora não está andando por complicações da doença, por isso acho a vacinação importantíssima", declarou.
Além dos dois médicos, outras cinco pessoas foram vacinadas: Geovanna Mendes, técnica de enfermagem da linha de frente do Mário Gatti; Maria Fernanda Simielli Beck, enfermeira da linha de frente do Mário Gatti; Elcy Maria Alves da Silva, enfermeira da UTI do Hospital Ouro Verde; Ricardo Pires, técnico de enfermagem da UTI do Hospital Ouro Verde; e Deila Márcia da Silva; técnica de enfermagem da UTI do Hospital Ouro Verde.
Quem fez as aplicações das vacinas foi a supervisora de enfermagem do Hospital Mário Gatti, Carolina de Mendonça Carvalho, 39. "A emoção não cabe no peito porque a gente viu muitos colegas adoecerem. Então, a emoção de dar início a essa campanha de vacinação é muito grande", disse. O primeiro dia de vacinação para os profissionais de saúde da rede municipal foi acompanhado pelo prefeito Dário Saadi (Republicanos), pelo secretário de Saúde, Lair Zambon, e pelo presidente da Rede Mário Gatti, Sérgio Bisogni.
Dário Saadi afirmou a importância de se respeitar a fila e deixar o imunizante, neste primeiro momento, apenas para os profissionais da Saúde que estão na linha de frente do combate à Covid-19. Ele garantiu que fura-filas não serão tolerados.
"A tolerância vai ser zero com fura-filas. Se tiver qualquer problema, nós vamos instaurar uma sindicância e, se for fora da Prefeitura, nós faremos uma denúncia à polícia. Entretanto, acredito que não irá acontecer".
Lair Zambon disse que, para inibir os fura-filas, "o controle se dará por meio de nome, CPF, número de matrícula, função, local de trabalho e assinatura, além do endosso do responsável pela instituição". 

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Guilherme Ferraz/ Correio Popular