Publicado 13/01/2021 - 17h10 - Atualizado 13/01/2021 - 17h10

Por AFP


Portugal voltará a partir de sexta-feira a um segundo "confinamento geral", inevitável diante da expansão da pandemia de covid-19, anunciou nesta quarta (13) o primeiro-ministro, António Costa.

Após uma flexibilização das medidas restritivas durante as festas de fim de ano, o país viu as cifras de contágio voltarem a bater recordes.

"A regra é simples: todos devemos ficar em casa", destacou o chefe de governo.

Os comércios não essenciais, cafés e restaurantes permanecerão fechados, mas diferentemente do primeiro confinamento, entre março e abril, as escolas continuarão abertas, assim como os tribunais e as igrejas.

Excepcionalmente, os cidadãos poderão sair para votar no primeiro turno das presidenciais, em 24 de janeiro. Quem desejar, poderá votar antecipadamente neste domingo.

Todos os viajantes procedentes do exterior terão que apresentar exame negativo para a covid-19 ao chegar ao aeroporto.

As medidas terão "um horizonte de um mês", havia dito anteriormente Costa.

Portugal se manteve relativamente pouco afetada pela primeira onda da pandemia, devido a um confinamento total antecipado, mas encontra dificuldades para conter a segunda.

Como parte da situação de emergência sanitária em vigor desde o início de novembro, confinamentos parciais foram impostos com distintas restrições nas regiões mais afetadas.

A capital, Lisboa, por exemplo, já está sob toque de recolher noturno durante a semana, que começa à 01h nos dias de descanso.

Além disso, tanto lojas quanto restaurantes, assim como espaços culturais e religiosos, tiveram que restringir seus horários, embora não tenham fechado as portas.

Após uma leve queda no nível de contágios, o governo decidiu suspender estas restrições para permitir às famílias se deslocar e reunir durante as festas de fim de ano.

O país agora se encontra "em uma situação muito difícil", informou à AFP o doutor Ricardo Mexia, da Associação Nacional de Especialistas Médicos em Saúde Pública.

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