Publicado 05/12/2020 - 12h42 - Atualizado 05/12/2020 - 12h44

Por Da Agência Anhanguera

Sete Sisters, do artista Ezra Wube, de Adis Abeba, na Etiópia, é uma das obras em esposição na Itinerância da 21ª Bienal, em cartaz no Sesc

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Sete Sisters, do artista Ezra Wube, de Adis Abeba, na Etiópia, é uma das obras em esposição na Itinerância da 21ª Bienal, em cartaz no Sesc

A presença dos nacionalismos para a compreensão das disputas que marcam o nosso tempo. É este o cenário sobre o qual se debruça a 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc Videobrasil | Comunidades Imaginadas, cujo recorte significativo está em exposição no Sesc Campinas desde a última quinta-feira, e permanece em cartaz até 28 de fevereiro.
Inaugurada em outubro de 2019 no Sesc 24 de Maio, a Bienal contou com direção artística de Solange Farkas e curadoria de Gabriel Bogossian, Luisa Duarte e Miguel A. López. Juntos, eles analisaram 2.280 inscrições, de 105 nacionalidades para selecionar obras do Brasil, América Latina, África, Ásia, Oriente Médio e Oceania, realizadas com base no tema que norteia esta edição: Comunidades Imaginadas.
Para este recorte no Sesc Campinas, a Itinerância conta com direção artística e curadoria de Solange Farkas. Inicialmente prevista para abril deste ano, a itinerância da mostra, que teve sua abertura adiada devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, poderá ser visitada gratuitamente pelo público mediante agendamento prévio no site sescsp.org.br/campinas. Seguindo os protocolos de segurança, as visitas serão escalonadas, com número limitado de participantes e intervalos para higienização dos espaços. O uso de máscara facial é obrigatório para todas as pessoas durante toda a visita, assim como a medição da temperatura.
Além da exposição, o público poderá acessar um conjunto de conteúdos digitais com conversas ao vivo com os artistas participantes sobre assuntos abordados em suas obras, além de edições das mesas realizadas durante o Seminário que fez parte da programação da Bienal.
Com cerca de 35 anos de história, o até então Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil passa a adotar o nome Bienal integrando-se ao calendário internacional de Bienais e fortalecendo o seu posicionamento no cenário global de artes visuais. Para a diretora do Videobrasil, Solange Farkas, mais do que sacramentar uma periodicidade, “o termo Bienal reflete a percepção de que nossa prática investigativa nos aproxima de bienais internacionais como as de Sharjah, Cuenca, Havana e Dakar -– instituições que, como o Videobrasil, trabalham para desenhar um panorama mais diverso da produção global e constituir um circuito paralelo àquele centrado no eixo Europa-Estados Unidos”.
“Ao Sesc compete repercutir e mediar perspectivas plurais por meio de uma ação cultural afeita a experiências dedicadas a desfazer as amarras herdadas do passado colonial e contraídas de uma condição geopolítica periférica. O recorte curatorial da 21<SC210,170> Bienal reúne experiências artísticas dispostas a conceber o comum e seus respectivos laços a partir de aspectos e compromissos não hegemônicos”, afirma o diretor regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda.
Comunidades Imaginadas toma de empréstimo o título do clássico estudo de Benedict Anderson para pensar os tipos de organização social e comunitária que existem para além, às margens ou nas brechas dos Estados-nação: comunidades religiosas ou místicas, grupos refugiados de seus territórios originais, comunidades clandestinas, fictícias, utópicas ou aquelas constituídas nos universos subterrâneos de vivências corporais, sexuais.
No recorte exibido no Sesc Campinas, serão exibidas obras de Aykan Sa Foglu (Turquia), Dana Awartani (Arábia Saudita), Ezra Wube (Etiópia), Gabriela Golder (Argentina), Georges Senga (República Democrática do Congo), Mônica Nador (Brasil), Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (Brasil), Nelson Makengo (República Democrática do Congo), No Martins (Brasil), Omar Mismar (Líbano), Roney Freitas & Isael Maxakali (Brasil), Rosana Paulino (Brasil), Thanh Hoang (Vietnã), Thierry Oussou (Benin) e Tiécoura N’Daou ( Mali).
O Videobrasil é uma plataforma de arte e uma associação cultural que pesquisa e difunde a produção artística das regiões do Sul geopolítico do mundo – América Latina, África, Leste Europeu, Ásia e Oriente Médio. Criado e dirigido por Solange Farkas, integra uma rede de ações que inclui exposições, mostras, publicações, documentários, encontros e residências artísticas.
AGENDE-SE
O quê: Itinerância 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil | Comunidades Imaginadas
Quando: Até 28/2/2021, mediante agendamento pelo sescsp.org.br/campinas
Onde: Sesc Campinas (Rua Dom José I, 270/ 333, Bonfim)
Quanto: Entrada franca

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Da Agência Anhanguera