Publicado 06/12/2020 - 12h56 - Atualizado 06/12/2020 - 12h56

Por Da Agência Anhanguera

A obtenção de resultados positivos abre nova possibilidade ao sistema de saúde para o controle da pandemia

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A obtenção de resultados positivos abre nova possibilidade ao sistema de saúde para o controle da pandemia

Firmada no final de novembro, uma parceria entre a Unicamp e organismos chineses prevê que a universidade de Campinas receba e faça a validação de 720 kits de testes, produzidos pela empresa chinesa Eiken Co., para detecção do SARS-CoV-2 por meio de amostras de saliva. Os testes devem chegar à universidade nos próximos dias.
A validação científica será feita pelo Laboratório de Epidemiologia Molecular e Doenças Infecciosas (LEMDI) da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), que domina a tecnologia LAMP, utilizada nesse tipo de teste.
A parceria vai ampliar o grau de sofisticação das pesquisas desenvolvidas pelo LEMDI e abre a possibilidade de que novos tipos de testes de detecção do coronavírus sejam utilizados no controle da pandemia.
No laboratório, serão feitos estudos de validação, que comprovam a capacidade dos insumos de diagnosticar a Covid-19, e a aferição de seu grau de precisão.
Método LAMP
Os testes utilizam o método LAMP, pesquisado pelo laboratório, que é mais rápido, mais barato e mais simples de ser realizado se comparado à coleta do swab nasal para a realização dos testes RT-PCR.
Na Unicamp, as pesquisas do LEMDI vão atestar não apenas se os kits enviados pela Eiken Co. são clinicamente válidos, como também o grau de exatidão dos diagnósticos. Isso deverá ser feito por meio da diluição das amostras do coronavírus. Quanto mais diluída a amostra estiver e, ainda assim, puder ser detectada, maior o grau de precisão dos testes. Segundo pesquisador e Coordenador de Assistência do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, Plínio Trabasso, a obtenção de resultados positivos abre uma nova possibilidade ao sistema de saúde para o controle da pandemia. 
“À medida que você consegue validar insumos que não utilizam esse tipo de equipamento caro, o processo se torna mais barato para a população, para o SUS, para a saúde suplementar. Sempre então que é possível baratear, mas mantendo ou aumentando a qualidade, é muito melhor”, disse o pesquisador e Coordenador de Assistência do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, Plínio Trabasso.
“Se conseguirmos validar esse exame como algo factível, possível de ser utilizado, é mais uma alternativa para concorrências públicas, licitações, amplia a oferta de exames no sistema de saúde, pode ampliar a testagem realizada”, analisa ele. As informações são da Assessoria de Imprensa da Unicamp.
Utilização de amostras sem necessidade do swap nasal
Um dos aspectos que despertam a atenção nos testes RT-LAMP é a possibilidade de serem utilizadas amostras de saliva, sem a necessidade da coleta pelo swab nasal.
Plínio Trabasso comenta que essa é uma vantagem por facilitar os procedimentos para as equipes de saúde e também reduzir o desconforto que alguns pacientes podem sentir com o swab nasal. O benefício vai além se consideradas as condições de saúde de alguns grupos específicos, como pacientes que passaram por transplante de medula recente. 
“Particularmente, os pacientes que passaram por transplante de medula não podem coletar amostras de exames por swab nasal porque é uma técnica mais agressiva para eles. Eles ainda não têm plaquetas suficientes no organismo e podem ocorrer sangramentos. Essa (LAMP) é então uma técnica que amplia as possibilidades de testes em pacientes imunossuprimidos, que também estão sujeitos à Covid-19”, explica o coordenador.
Ele também ressalta que a agilidade com que os diagnósticos podem ser obtidos, combinado com o custo reduzido, pode ampliar a capacidade de testagem da população, o que é fundamental para a definição de medidas para o controle da pandemia.

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