Publicado 24/12/2020 - 08h53 - Atualizado 24/12/2020 - 08h53

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Hitler nasceu de um Partido dos Trabalhadores Alemães e deu no que deu: perdeu a segunda guerra mundial e se matou. Eram outros tempos, é claro, mas os clássicos líderes políticos, Lula como exemplo, que nasceu no ventre do Partido dos Trabalhadores, hoje é um zumbi político. Suicídio histórico, enfim.
Líderes políticos não aprendem nada com a história de outros decadentes. José Sarney (que de Sarney não tem nada) é o quê na ordem política do Brasil? Nada. É apenas um zé sarnei. Assim como tivemos um zé dirceu, um zé genoíno, e um monte de zé manés que votaram nesses tais zés. Vai assim sem hífen que a ignorância só conhece tracinho – e aqui digo apenas sobre os idiotas políticos, pois a falta de conhecimento de gramática tem de ser respeitada. Bem dizia Millôr Fernandes: Respeite o analfabeto pois foi um analfabeto que inventou o alfabeto.
Nosso problema são os políticos. Ou melhor, o sistema político. Políticos são importantes e são eles que determinam as leis que o resto do País deve seguir. Mas o sistema político está errado. Ou totalmente errado. Por que não um sistema distrital, onde só votaríamos em candidatos de nossa região, com casa, cara e coragem do conhecimento de todos os vizinhos, hein? Campinas tem um milhão e duzentos mil habitantes e se a gente dividir essa população para escolher cinco vereadores, por exemplo, em cinco regiões então teríamos vinte e cinco representantes realmente conhecidos da população, seus nomes e sobrenomes, a chapa dos seus carros, o número de suas casas, o nome da rua onde moram, enfim, o cep político que realmente interessa. E isso vale para deputados estaduais e federais, para senadores, é claro. E também para os ditos e considerados eleitores – eu no meio dessa barafunda que parece não ter fim.
Nunca pedi pra ninguém ser candidato a nada; cada um é que decide o que quer da vida; e depois que não reclamem que perderam por conta da sacanagem do adversário, aliás, e mesma que eles mesmo fizeram, prometendo que o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão, que todas as crianças terão creches, escolas dignas, professores bem remunerados, transporte escolar decente, privadas e torneiras decentes. Quem acredita nessas promessas se não os idiotas pátrios, os mesmos que depois vão se arrepender de si mesmos como se isso bastasse para redimi-los de si próprios.
Vacina de lá, vacina de cá, vacina marciana, vacina chinesa, americana, butantan, cochabamba, bolero, valsa, samba canção, quem se importa com a dança da vida somos nós que queremos uma espetada no braço e tanto faz se no braço esquerdo ou direito que, nessa hora, toda ideologia é coisa de gente estúpida – quando não com espírito genocida.
Hitler foi considerado o messias pelo amargurado povo alemão que perdeu a primeira guerra mundial. E Hitler foi o messias que levou a Alemanha a um fracasso ainda maior para o seu próprio povo. E isso sem contar as milhões de vidas soterradas de ambos os lados. Os judeus sabem contar nos dedos seus mortos: seis milhões. E os nazistas que ainda persistem na ideia hitlerista têm dedos para contar quantos jovens soldados alemães morreram por conta do sonho imperialista de um idiota tirano, de bigodinho obsceno e gestos grotescos que, à luz da psicanálise, revelavam decrepitude mental e demência sexual?
Populistas, de um modo geral, revelam tais desvios mentais. E pecuniários, é claro. São tarados por poder e dinheiro – principalmente o alheio.
Gosto de me olhar no espelho e gosto do que vejo, um homem embranquecido e sem rugas de vergonha. E a vergonha foi a herança que o meu pai me deixou, como cantava Lupicínio Rodrigues na sua bela canção Vingança.
E assim seguimos a vida por aí, olhando os buracos da calçada e as nuvens brancas do céu, proseando com a gente mesmo e dando risada da prosa fiada dos políticos. É isso.
Bom dia.

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