Publicado 06/12/2020 - 12h34 - Atualizado 06/12/2020 - 12h39

Por Da Agência Anhanguera

A aprovação compulsória dos alunos do EJA 1 gerou uma manifestação forte do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (STMC)

Dvulgação

A aprovação compulsória dos alunos do EJA 1 gerou uma manifestação forte do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (STMC)

A aprovação compulsória dos alunos do EJA 1 (Educação de Jovens e Adultos) neste ano, determinada pela Secretaria de Educação de Campinas, provocou polêmica e gerou uma manifestação forte do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (STMC).
“A simples progressão deles para o EJA 2, que é considerado como a 5ª Série do Ensino Fundamental, vai incapacitá-los e desestimulá-los a continuar a alfabetização”, avalia o sindicato em uma nota oficial.
“Estamos falando de jovens e idosos que estão começando a aprender a ler e escrever. E que neste ano não tiveram como fazer aulas on-line”, continua.
“O STMC defende que seja criado um programa de acompanhamento dos alunos do EJA 1 da Fundação Municipal da Educação Comunitária (Fumec) para que eles retomem os estudos e possam continuar a aprender a ler e escrever”, continuou o comunicado.
A decisão de não reprovar ninguém foi oficializada esta semana pela secretaria por meio da resolução nº 15/2020.
“Canetada”
Na nota, a entidade afirma que não se pode pensar que “em uma canetada” se queira resolver todos os problemas criados com a suspensão das aulas presenciais em decorrência da pandemia do novo coronavírus.
“Esperamos que a Secretaria Municipal de Educação reavalie a resolução e faça uma análise caso a caso, lembrando que a Educação é um direito garantido a todos os brasileiros na Constituição. Os alunos do EJA 1 merecem mais respeito e um tratamento que realmente os ajude a serem alfabetizados”, finaliza a nota.
A secretaria informou que a Fumec levou em conta justamente a situação adversa de pandemia para a aprovação dos alunos. “A Fundação está amparada na legislação e considerou argumentos técnicos e humanitários para tomar a decisão”, diz a secretaria em nota oficial.
“A reprovação significaria o desrespeito à dignidade do aluno e o seu desestimulo a continuidade dos estudos. A Fumec já lida com pessoas que, devido às dificuldades de suas vidas, tiveram que abandonar os estudos no tempo previsto. Além disso, reprovar o aluno, poderia aumentar a evasão”, argumenta.
A secretaria explicou ainda que está sendo realizado um levantamento da situação de cada aluno, bem como de suas peculiaridades, em conjunto com diretoras regionais, para garantir o direito de aprendizagem de todos.
Para isto, diz o órgão, utilizará dos demais programas e outras ações específicas para o pleno desenvolvimento das capacidades de seus alunos.
A secretaria garante que os programas oferecidos pela Fumec são transversais e permitem que o aluno seja capacitado e se aproprie dos conhecimentos necessários durante seu percurso pedagógico, independente da retenção.
Lembra por fim, que um parecer do Conselho Nacional de Educação recomenda “...fortemente adoção de medidas que minimizem a evasão e a retenção escolar neste ano de 2020”, para que os estudantes não sejam ainda mais penalizados no pós pandemia”.

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Da Agência Anhanguera