Publicado 04/12/2020 - 08h01 - Atualizado 04/12/2020 - 08h01

Por Henrique Hein

Antonio Gonçalves de Oliveira Filho, superintendente do HC

Leandro Ferreira/AAN

Antonio Gonçalves de Oliveira Filho, superintendente do HC

O Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) suspendeu até a próxima quarta-feira, dia 9 de dezembro, todas as internações e cirurgias eletivas por causa do aumento da ocupação dos leitos por pacientes com Covid-19. As cirurgias oncológicas e de urgência seguem mantidas. Ontem, em coletiva de imprensa, Antonio Gonçalves de Oliveira Filho, superintendente do HC, explicou os motivos da decisão. 
Segundo ele, a suspensão foi necessária para liberar leitos aos pacientes com o vírus. "Fizemos uma reunião na quarta-feira e percebemos que houve aumento no número de internados no pronto-socorro. Ou seja, que chegaram, foram atendidos, tinham indicação de internação e ficaram no pronto-socorro, porque não tinha vaga disponível imediatamente dentro do hospital", disse.
Ao todo, a unidade possui dez salas exclusivas para receber pacientes com Covid-19 no pronto-socorro, mas, na quarta-feira, havia 14 pessoas infectadas no setor. "Tivemos de isolar uma sala de urgência para colocar quatro pacientes", informou Oliveira Filho, que não descartou ampliar o prazo de suspensão dos procedimentos. "A previsão é voltar a fazer na quarta-feira, mas tudo depende da evolução da pandemia. Estávamos com um nível de superlotação no vermelho e hoje a situação está um pouco melhor, no amarelo, devido a essa medida tomada por nós", destacou.
Mais leitos
Após a desativação de 23 dos 30 leitos disponíveis de UTI para pacientes com o novo coronavírus, Oliveira Filho disse ontem que o HC retomará parte das estruturas para manter, no mínimo, 20 leitos abertos. Ele explicou que os sete leitos atuais serão transformados em dez e que o hospital pediu ao Ministério da Saúde a habilitação de outras dez salas de internação. Ainda não há data para liberação dos novos espaços.
Durante o pico mais grave da pandemia, a unidade chegou a ter 89 leitos de UTI funcionando, dos quais 63 eram exclusivos para Covid-19. Com a redução da demanda, os convênios com os governos estadual e federal se encerraram, o que culminou no fechamento das estruturas.
"Com a evolução da pandemia e a descendência da curva de transmissão, começamos a desmobilizar os leitos e os convênios foram terminando: a habilitação do Ministério da Saúde deixou de existir, assim como convênio com a Secretaria de Saúde, que terminou no dia 28 de outubro", informou Oliveira Filho.

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Henrique Hein