Publicado 21/11/2020 - 11h33 - Atualizado // - h

Por Da Agência Anhanguera

Carolina Teixeira, de Natal (RN) faz oficina Deficiência entre Estéticas e Dissidências

Divulgação/Unicamp

Carolina Teixeira, de Natal (RN) faz oficina Deficiência entre Estéticas e Dissidências

A 21ª edição do Festival do Instituto de Artes da Unicamp (Feia 21), criado em 2000 e or</IP>ganizado por estudantes do Instituto de Artes (IA) com a proposta de difundir produções artísticas diversificadas e promover democraticamente ações formativas, propõe uma reflexão sobre a reparação cirúrgica dos corpos e do território.
A Feia acontecerá inteiramente on-line e gratuita, a partir de amanhã até 20 de dezembro de 2020, propondo discussões sobre cuidado, responsabilidade, expansão e principalmente sobre escuta. 
Entendendo esse momento pandêmico como um período de voltar para si e embarcar em novas jornadas, o festival propõe autorreflexões neste tempo dilatado,movimentando as relações e os sentimentos. E pensando nessas demandas coletivas, a organização do evento decidiu priorizar ações formativas. 
A programação irá contar com 18 encontros pedagógicos com artistas e/ou pesquisadoras convidades de diferentes lugares do Brasil a fim de movimentar saberes e furar fronteiras, e também encontros pedagógicos inscritos por edital e selecionados pela curadoria. 
Entre regiões e estados participam da 21ª Feia Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Norte e São Paulo. Alguns destaques da programação são Carolina Teixeira, artista e pesquisadora de assuntos como Estudos da Cena e Corpos Deficientes; Carlos Canarin, ator, dramaturgo e pesquisador sobre a produção dramatúrgica negra no Brasil; Gal Martins, dançarina, atriz, coreógrafa, gestora cultural e diretora da Cia Sansacroma (São Paulo/SP); e Rafa Kennedy, fotógrafa residente do Ateliê TRANSmoras (Campinas/SP) e produtora cultural independente.
O encerramento do festival será uma transmissão ao vivo de uma apresentação musical de Nelson D., artista multimídia nascido na Amazônia brasileira e atualmente baseado em São Paulo.
Como forma de democratizar o acesso à arte, além da gratuidade da programação, o FEIA 21 busca acessibilizar suas ações através da audiodescrição - para se aproximar do público cego, de baixa visão, idosos e pessoas com transtorno do espectro autista - e do uso de Libras - para pessoas surdas e sinalizantes -, para que elas possam construir um debate artístico a partir de suas vivências.
Em território virtual as fronteiras se dissolvem e as pessoas circulam pelo espaço web de forma rápida e ágil, possibilitando aquelas que estão distantes fisicamente relacionarem-se. O Feia 21 quer usar as potências dessa desterritorialização a favor da difusão e alcance da produção cultural emergente em Campinas.

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