Publicado 07/11/2020 - 12h49 - Atualizado // - h

Por Estadão Conteúdo

Brasileiro Valentina, de Cássio Pereira dos Santos, foi eleito melhor filme de ficção e sua atriz Thiessa Wornbakk recebeu menção honrosa

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Brasileiro Valentina, de Cássio Pereira dos Santos, foi eleito melhor filme de ficção e sua atriz Thiessa Wornbakk recebeu menção honrosa

A 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo revelou, na noite da última quarta-feira, em cerimônia na área externa do Auditório do Ibirapuera, em São Paulo, os melhores filmes desta edição, que foi totalmente virtual por causa da pandemia do novo coronavírus.
Foram premiados o documentário 17 Quadras e o longa de ficção Eyimofe (Esse é o Meu Desejo). O documentário brasileiro Chico Rei Entre Nós e a atriz Thiessa Woinbackk, do longa Valentina, receberam menção honrosa. O júri, formado por Cristina Amaral, Sara Silveira e Felipe Hirsch, elegeu os vencedores do Troféu Bandeira Paulista entre os 15 mais votados pelo público na primeira etapa da seleção.
Guilherme Coelho foi o vencedor do Projeto Paradiso, do Instituto Olga Rabinovich, que dá uma bolsa de R$ 30 mil para o roteirista do projeto em desenvolvimento - no caso, Neuros - e oferece mentorias, coaching para o produtor, workshop de audiência e participação em mercados internacionais.
O Prêmio do Público foi para os estrangeiros Não Há Mal Algum, como melhor filme de ficção, e Welcome to Chechnya, como melhor documentário. Entre os brasileiros, Chico Rei Entre Nós ganhou como melhor documentário; e Valentina foi eleito o melhor de ficção. Esses filmes foram escolhidos por votação. A cada título assistido, o espectador recebia da Mostra Play uma mensagem indicando como votar em uma escala de 1 a 5, sempre ao final do filme. O resultado proporcional dos títulos com maiores pontuações determinou os vencedores.
Prêmio da Crítica, da imprensa especializada, escolheu Glauber, Claro, de César Meneghetti, como o melhor filme brasileiro "por apresentar um original exercício estilístico, em que revela a forma visceral com que Glauber Rocha filmava à base de improvisações e muito inspirado no cinema político", segundo comunicado. Já o moçambicano Mosquito foi eleito o melhor filme estrangeiro. O júri destacou a "maneira pulsante e criativa como retrata um período histórico ao borrar as barreiras entre o real e o imaginário, construindo uma obra antibelicista ao mesmo tempo em que critica o papel colonizador de seu país".
A Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) também fez sua escolha e elegeu como o melhor filme nacional de um autor estreante o longa Êxtase, de Moara Passoni.
Os funcionários da Cinemateca Brasileira e o documentarista Frederik Wiseman ganharam o prêmio Humanidades. A produtora Sara Silveira ganhou o Prêmio Leon Cakoff e Walter Salles recebeu o Prêmio da FIAF (Federação Internacional de Arquivos de Filmes), órgão que reúne cinematecas do mundo todo.
VENCEDORES DA 44ª MOSTRA
- Prêmio do Júri - Melhor documentário: 17 Quadras, de Davy Rothbart (EUA)
- Prêmio do Júri - Melhor ficção: Eyimofe, de Arie Esiri e Chuko Esiri (Nigéria)
- Menção honrosa do júri: Chico Rei entre Nós, de Joyce Prado; Thiessa Woinbackk, atriz de Valentina (Brasil)
- Prêmio do Público - Melhor documentário brasileiro: Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado (Brasil)
- Prêmio do Público - Melhor filme brasileiro de ficção: Valentina, de Cássio Pereira dos Santos
- Prêmio do Público - Melhor documentário internacional: Welcome to Chechnya, de David France (EUA)
- Prêmio do Público - Melhor filme internacional de ficção: Não Há Mal Algum, de Mohammad Rasoulof (Irã/Alemanha/República Tcheca)
- Prêmio da Crítica - Melhor filme estrangeiro: Mosquito, de João Nuno Pinto (Moçambique)
- Prêmio da Crítica - Melhor filme brasileiro: Glauber, Claro, de César Meneghetti
- Prêmio da Abraccine - Melhor filme brasileiro de diretor estreante: Êxtase, de Moara Passoni
- Bolsa Paradiso: Neuros, de Guilherme Coelh

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