Publicado 01/11/2020 - 13h03 - Atualizado 01/11/2020 - 13h03

Por De São Paulo

Quanto mais úmido o ambiente, menor a durabilidade da máscara

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Quanto mais úmido o ambiente, menor a durabilidade da máscara

Muitos clubes e condomínios já liberaram, parcialmente, o uso das piscinas ainda durante a pandemia Covid-19. Mas afinal de contas, quais são os verdadeiros riscos de contaminação pela água? “Não existe contaminação pela água; é impossível”, acalma a infectologista Roberta Schiavon Nogueira. “O coronavírus não tem sobrevida na água. Além disso, o cloro mata todos os agentes bacterianos. O problema é a aglomeração”, diz.
Porém, ela orienta que com a reabertura das áreas recreativas e o retorno das aulas aquáticas, academias, condomínios e clubes adaptaram seus ambientes. Dentre as mudanças adotadas, limitação de uma pessoa por raia e higienização constante das áreas públicas são as mais comuns.
O clubes e condomínios passam a usar um sistema de agendamento das aulas, restringindo o número de alunos, além de respeitar o espaçamento de dois metros durante as aulas de hidroginásticas e limite de dois participantes por raia nas de natação Sempre com intervalos de pelo menos 15min. para a higienização dos locais.
Para Maria Gabriela Valverde, professora de natação infantil, que retomou suas aulas após cinco meses de contrato suspenso, o cuidado se faz necessário desde o momento em que saímos de casa. “É um período muito novo. Dá uma sensação de alívio e receio de voltar”, relata. Justamente por atender os pequenos, Gabriela confessa que com a volta às aulas, seus ensinamentos foram além do nado crawl.
“Acabamos entrando em partes comportamentais, sobre manter a distância, claro que sem assustá-los. A gente tenta, de uma forma lúdica, passar a importância de se cuidar”, conta ela, que agora dá aulas com face shield, mesmo dentro d’água.O uso livre das piscinas difere em cada caso e em cada cidade
A cautela com a máscara nos locais de piscina devem ser ainda maiores. De acordo com a infectologista Roberta, o ideal é levar uma máscara nova dentro de um saco que impeça a umidade para ser usada após o nado. “Quanto mais úmido o ambiente, menor a durabilidade da máscara”, diz.
Existe também uma preocupação com o toque nos objetos, bordas e corrimão da piscina. Porém, segundo Roberta, não é preciso se alarmar. “O risco é pequeno. Tem água sendo espirrada o tempo todo”, tranquiliza. Assim, ao entrar na piscina, caso tenha encostado na superfície, deixe sua mão na água clorada por alguns minutos para garantir a segurança durante o tempo na piscina. Depois de tocar no corrimão ao sair, higienize a mão com álcool em gel ou água e sabão.
Apesar de todas as adaptações, há quem ainda não se sinta seguro para voltar a treinar em ambientes fechados ou com aulas coletivas. É o caso do instrutor de pilates e triatleta amador Luiz Fernando Sassoli, de 37 anos. Antes da pandemia, ele havia conseguido uma vaga para usar duas vezes por semana a piscina olímpica do Complexo Esportivo do Pacaembu, administrado pela Prefeitura de São Paulo. A piscina, que fica fechada durante o inverno, era para ter sido reaberta em setembro, com a chegada da Primavera. Mas, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a reabertura não tem data para acontecer.
Sassoli procura treinar logo cedo, de acordo com as instruções de seu treinador. Mas há inconvenientes, como dias de chuva ou quando há muita gente usando a área de lazer. “Eu interfono para o porteiro e pergunto se está vazia.” Ele só pretende treinar em uma piscina coletiva quando houver vacina disponível.

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