Publicado 27/11/2020 - 10h24 - Atualizado 27/11/2020 - 10h24

Por Alenita Ramirez

O TJ-SP manteve a condenação de Lucas Cardoso pelos crimes de roubo, extorsão e estupro contra uma mulher que deixava o Galleria Shopping

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O TJ-SP manteve a condenação de Lucas Cardoso pelos crimes de roubo, extorsão e estupro contra uma mulher que deixava o Galleria Shopping

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve nesta semana, a condenação de 25 anos, 11 meses, dez dias e mais 31 dias-multa de prisão para Lucas Cardoso pelos crimes de roubo, extorsão e estupro contra uma mulher que deixava o Galleria Shopping, na noite do dia 15 de agosto de 2018. O acórdão foi publicado nesta quarta-feira, pela juíza relatora Maria Tereza do Amaral. Cardoso foi preso pela Polícia Civil oito dias depois do crime e julgado em primeira instância, pela 1ª Vara Criminal de Campinas, no dia 4 de julho do ano passado.
“Trata-se de uma pena exemplar, de 25 anos e onze meses, em regime fechado, que manterá no cárcere por longos anos um marginal impiedoso e de altíssima periculosidade”, disse o advogado assistente de acusação, Ralph Tortima Filho, contratado pela família da vítima. “Destaco neste caso o importantíssimo trabalho realizado pela Polícia Civil de Campinas que prontamente o identificou, localizou e prendeu”, emendou.
Pela sentença, Cardoso terá que cumprir 2/5 da pena, ou seja,10 anos em regime fechado, para progredir para o semiaberto. Na época da prisão, o acusado tinha 20 anos e trabalhava como garçom no restaurante Madero, localizado no shopping.
A vítima foi abordada por Cardoso quando entrava no carro para deixar o centro de compras. Ele estava armado e obrigou a mulher a dirigir o veículo de forma tranquila sem levantar suspeitas. Ela foi levada para local ermo onde teve dinheiro e o celular, roubados, e obrigada a praticar atos libidinosos com ele. A mulher conseguiu escapar do agressor na Avenida Carlos Grimaldi e pedir ajuda.
O caso foi registrado na época no 10º Distrito Policial (DP), no Jardim Proença, que conseguiu identificar o suspeito e prendê-lo.
A equipe, comandado pelo delegado Carlos Caviolla e o investigador-chefe Marcelo Hayashi, chegou até Cardoso após analisar imagens do circuito de câmeras do shopping. As imagens do suspeito foram apresentadas à vítima, que o reconheceu. Os policiais então pediram à Justiça a prisão do suspeito e passaram o acompanhar, diuturnamente, para não perdê-lo de vista até a decretação da prisão preventiva, pela juíza Patrícia Suárez Pae Kim.
Cardoso foi demitido, mas os policiais conseguiram o deter ainda dentro do alojamento do próprio restaurante, onde vivia. Na época os investigadores alegaram que ele confessou o crime e se mostrou "frio e dissimulado".

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Alenita Ramirez