Publicado 26/11/2020 - 11h56 - Atualizado 26/11/2020 - 11h57

Por Maria Teresa Costa

No último trimestre, R$ 7 milhões de investimentos foram feitos pela chinesa BYD na inauguração de uma usina fotovoltaica

Cedoc/RAC

No último trimestre, R$ 7 milhões de investimentos foram feitos pela chinesa BYD na inauguração de uma usina fotovoltaica

A macrorregião de Campinas sinalizou uma retomada de investimentos no último trimestre, mas, ainda assim, no acumulado dos primeiros nove meses do ano, eles despencaram na comparação com igual período do ano passado, segundo a Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo (Piesp), da Fundação Seade. De julho a agosto foram anunciados R$ 233,3 milhões para a região, treze vezes mais do que no trimestre anterior, de abril a maio.
Este ano, foram destinados à macrorregião R$ 837 milhões em investimentos, enquanto em 2019 foram R$ 5,26 bilhões, uma redução de 528%.
O setor de infraestrutura puxou a sinalização de retomada na região, formada por 90 cidades, e foi o responsável 92% dos investimentos anunciados no último trimestre. O setor recebeu R$ 214,5 milhões, sendo a maior parte deles, de R$ 186,8 milhões, da Rota das Bandeiras, na implantação de marginais e remodelação dos dispositivos na Rodovia D. Pedro I.
Depois de infraestrutura, o setor de serviços recebeu os maiores investimentos no último trimestre, de R$ 13 milhões, sendo R$ 7 milhões feitos pela chinesa BYD, na inauguração de usina fotovoltaica dedicada à pesquisa e desenvolvimento e pela Beepbeep, de R$ 6 milhões, na inauguração de estação no Aeroporto Internacional de Viracopos de locação de automóveis elétricos sem condutor.
Para o economista e consultor em investimentos, Ricardo Gorgulho, os números mostram que está havendo um início de reação na economia, mas que ainda é muito cedo para comemorar. "Não sabemos ainda o caminho que a pandemia vai seguir. Em muitos locais o número de casos voltou a aumentar e pode ocorrer um novo fechamento das atividades econômicas e, se isso acontecer, a economia vai sentir imediatamente e os empresários voltarão a adotar cautela na hora de decidir investimentos", afirmou.
Ele lembra que há expectativa de a economia fechar o terceiro trimestre com crescimento de 9,47% na comparação dos os três meses anteriores, mas o resultado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) só será divulgado pelo IBGE em 3 de dezembro.
Estado
No Estado, segundo a Seade, a retomada no terceiro trimestre ocorreu no setor de serviços, que concentrou mais de 60% dos R$ 5,6 bilhões apurados no período. Na comparação com o trimestre anterior, cresceram quase quatro vezes, obtendo seu melhor resultado em cinco trimestres.
De janeiro a setembro, no setor de serviços, tiveram destaque as atividades imobiliárias (R$ 2,0 bilhões) e o ramo de aluguéis não imobiliários (R$ 1,3 bilhão), seguidos pela prestação de serviços de informação (R$ 724 milhões), atividades esportivas, de recreação e lazer (R$ 503 milhões) e serviços de saúde (R$ 455 milhões).
Segundo a Seade, a expansão dos investimentos nas atividades imobiliárias reflete a gradual recuperação da construção civil. Entre os empreendimentos de maior valor, incluem-se o complexo corporativo de alto padrão em São Paulo, dois shopping centers de outlets, em Guarulhos e São Roque, e o desenvolvimento de novas tecnologias para gestão de condomínios por empresa especializada de Campinas.

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Maria Teresa Costa