Publicado 26/11/2020 - 07h46 - Atualizado 26/11/2020 - 07h46

Por Daniel de Camargo

As cidades da região têm mais a oferecer além do turismo de negócio

Leandro Ferreira/AAN

As cidades da região têm mais a oferecer além do turismo de negócio

Lançado ontem, o Plano Regional de Turismo da Região Turística Bem Viver, formada pelos municípios de Americana, Campinas, Elias Fausto, Hortolândia, Nova Odessa, Santa Bárbara d'Oeste e Sumaré, apontou que a maioria dos visitantes procura essas cidades para realização de negócios e em busca de tecnologia. Contudo, são surpreendidos pela natureza, patrimônio histórico, cultural e turístico do roteiro. O estudo analisa entre os pontos fortes do conglomerado, a já consolidada presença do segmento de eventos e a infraestrutura. E assinala a falta de sinergia entre poder público e iniciativa privada, e entre as prefeituras envolvidas, como alguns dos pontos fracos. 
O documento com 271 páginas surgiu da necessidade dos municípios - que juntos somam uma população com cerca de 2,18 milhões de habitantes - envolvidos no Mapa do Turismo Brasileiro, do Ministério do Turismo, de diagnosticar sua vocação turística e levantar seus produtos e potenciais. Entre seus objetivos principais, está o fornecimento de diretrizes para o desenvolvimento dessas cidades e turismo da região, promover a geração de emprego e renda por meio dessa atividade, e melhorar a qualidade de vida da população.
O trabalho teve dois anos de duração e é resultado de parceria das secretarias de Turismo e Cultura dos municípios participantes com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Americana. Com o envolvimento de técnicos locais, foram planejadas ações de curto, médio e longo prazo. Ao realizar o mapeamento, foram criadas rotas turísticas voltadas ao turismo rural, de pesca, de negócios, ecológico e trilhas, entre outros.
Perfil
Com o intuito de traçar o perfil dos turistas e excursionistas que visitam a Região do Bem Viver, foi realizada uma análise de demanda. Foram ouvidas 478 pessoas entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019. O balanço indicou que a maioria dos visitantes vem da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e permanece apenas um dia. Deste modo, ficou constatada a necessidade de estender esse período.
A faixa etária mais presente nos índices de visitação está entre 26 e 40 anos. No que diz respeito ao sexo, a predominância é masculina (60,5%). No inquérito, 43,6% dos respondentes disseram que ficaram sabendo do destino por meio de amigos e familiares e 36% que estiveram nos municípios por questões profissionais. Apenas 2,1% informaram o lazer como razão da viagem.
Cerca de 65% viajaram de carro e em torno de 50%, sem acompanhantes. Quanto ao gasto médio diário, 42,6% afirmaram ser de até R$ 100 e 4,4% acima de R$ 501. Dos entrevistados, 55,5% ficaram hospedados, sendo 67,9% deles em hotéis, enquanto 16,2% ficaram na casa de parentes ou amigos. Oitenta por cento dos respondentes visitaram algum atrativo. Campinas foi a cidade mais visitada, seguida por Americana, Nova Odessa e Sumaré. Entre os atrativos turísticos de Campinas, o plano destaca a Lagoa do Taquaral, Observatório Municipal de Campinas Jean Nicolini e a Mata Santa Genebra.
Dados
O plano é completo e apresenta uma infinidade de dados, como número de hotéis, pousadas, restaurantes, modais de transporte, um inventário turístico, entre outros. Nas considerações, apontaram a descontinuidade política, o excesso de burocracia e a falta de recursos para investimento no setor entre as ameaças. Já no que diz respeito às oportunidades, afirma que deve ser explorada a proximidade com outras regiões turísticas já consolidadas e o potencial econômico e político das cidades participantes.
"Considerando que nossa região tem a aproximação com a Capital Paulista, que desbanca destinos como Dubai e Viena (segundo levantamento de buscas do Google), podemos ampliar a cadeia de nosso trade turístico através deste trabalho (...)", informa o documento. O plano completo está disponível no link: https://turismobemviver.com.br/planoregionalturismobemviver.pdf.
Construção da tirolesa tem início com 8 meses de atraso
Prevista para começar no último mês de março, a obra para a construção da tirolesa na Lagoa do Taquaral teve início no último dia 16. A postergação se deu por conta da pandemia do novo coronavírus. De acordo com a Prefeitura, a expectativa é de que fique pronta em cerca de 90 dias, em meados de fevereiro. A instalação do equipamento é uma parceria da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer com a empresa Ecoaxxion Lazer e Aventura.
Logo após o anúncio de início das obras, em março, todos os parques e bosques da cidade foram fechados por causa da pandemia e não houve tempo de iniciar o trabalho.
Por enquanto, de acordo com a Prefeitura, a obra está na fase inicial. A área foi fechada e também houve a concretagem do terreno. A tirolesa terá uma estrutura metálica e será composta por duas torres, uma de 20 metros e outra de 22 metros de altura, cabo duplo, e o trajeto de ida e volta aos pontos terá cerca de 700 metros de extensão (aproximadamente 350 metros cada trecho), sobre a lagoa. O cabo irá de um ponto em meio aos eucaliptos até o outro, próximo aos pedalinhos.
A obra está estimada em cerca de R$ 300 mil, sem custo para a Prefeitura. O equipamento vai funcionar em sistema de concessão. A idade mínima para usar a tirolesa será de 5 anos. Menores de 18 anos deverão estar acompanhados de pais ou responsáveis. A estimativa é que o ingresso da tirolesa custe cerca de R$ 30,00 e 30% do valor de bilheteria irá para o fundo de manutenção do parque.
Embora a Lagoa do Taquaral tenha sido reaberta em meados de agosto, a empresa optou por aguardar a situação se estabilizar, para evitar o risco de ter que paralisar a obra, o que desgastaria o material utilizado e os serviços executados e demandaria mais recursos financeiros para refazer o trabalho.
Segundo a Administração, a Lagoa do Taquaral é uma das mais importantes áreas de lazer do Município, recebe cerca de 50 mil visitantes, da cidade e da região, durante os fins de semana. (AAN)

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Daniel de Camargo