Publicado 25/11/2020 - 11h31 - Atualizado 25/11/2020 - 11h31

Por Gilson Rei

A secretária de Educação, Solange Pelicer, informou ontem que o novo centro atenderá 1,3 mil crianças

Cedoc/RAC

A secretária de Educação, Solange Pelicer, informou ontem que o novo centro atenderá 1,3 mil crianças

As aulas presenciais na rede municipal de ensino de Campinas deverão retornar no dia 3 de fevereiro de 2021, segundo expectativa anunciada ontem pela secretária de Educação, Solange Pelicer, durante inauguração do Centro de Apoio à Educação Inclusiva — que vai atender mais de 1,3 mil alunos especiais, superdotados e de altas habilidades existentes atualmente na cidade.
O anúncio sobre o retorno às aulas foi dado ontem durante live do prefeito Jonas Donizette (PSB). As atenções voltaram-se à inauguração do centro, que funcionará na Avenida Carolina Florence, 1.145, no bairro Vila Nova, em um prédio reformado, totalmente acessível. Os 1,3 mil alunos especiais matriculados na Educação Infantil e Ensino Fundamental da rede municipal são crianças com necessidades auditivas, visual, motora, intelectual, síndrome de down, autismo, altas e múltiplas habilidades.
Solange explicou que os alunos serão recebidos no centro de apoio no contraturno da escola regular. "Antes, eles desenvolviam as atividades complementares nas próprias unidades escolares. Agora, os alunos terão um centro específico", comentou.
O local abriga um núcleo para crianças com altas habilidades e superdotação. Será também um centro de formação em educação inclusiva voltado aos profissionais da rede municipal e contará com um centro de memória da educação inclusiva, que narrará toda a história e avanços da educação especial nas escolas municipais.
Haverá também um estúdio para a produção de filmes e audiodescritivos, com interpretação em libras; e laboratórios de informática, música, artes e robótica. Possui, ainda, sala de recursos multifuncional, com capacidade para 30 alunos. O centro fará a gestão do material pedagógico, mobiliário e de suporte de toda a educação inclusiva da rede municipal.
O objetivo da Prefeitura é de ampliar o trabalho da rede municipal com entidades sociais, escolas, universidades e instituições na educação especial. "Atualmente algumas instituições e entidades já compartilham trabalhos na rede e a tendência, agora, é de ampliar", disse Solange.
Solange explicou que o centro é de extrema importância, por ser um ponto de apoio às escolas nos casos de inclusão. "É um orgulho inaugurar este centro e manter a tradição de Campinas na vanguarda neste aspecto da educação especial. A educação inclusiva foi iniciada em 1989 na cidade, antes dos avanços legais e estruturais ocorridos em todo o País. Por isso, Campinas é referência e é uma das mais avançadas neste aspecto", disse a secretária.
Dentre as ações ocorridas nos últimos oito anos, Solange destacou que em 2015 houve a contratação de cuidadores na rede municipal de educação para crianças especiais, ampliação do serviço de transporte adaptado e a criação, em 2019, do Centro de Produção de Material Adaptado (Cepromad), destinado exclusivamente a alunos superdotados.
A coordenadora do centro, Eliana Cunha, lembrou que a instalação deste local atende meta estratégica da Secretaria de Educação nos aspectos da educação especial, contemplando o que foi previsto, tanto em recursos, como em orientação e formação.
Além das crianças com deficiência que exigem uma educação específica, Eliana destacou o centro como desenvolvedor de capacidades. "O público alvo são alunos com algum tipo de deficiência e alunos com superdotação e altas habilidades em desenho, matemática e outras áreas", comentou. "Na rede municipal já foram identificados no ano passado dezenas de alunos com facilidades em algumas áreas. Com isso, o centro vai auxiliar estas e outras crianças", afirmou.
Jonas volta a descartar nova restrição de atividades
O prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), garantiu ontem que não haverá fechamento de comércio ou a adoção de qualquer tipo de restrição às atividades econômicas, em razão de um suposto aumento nos casos de contaminação por coronavírus no Estado de São Paulo. O prefeito argumenta que não há indicações de uma segunda onda de infecção; diz que os números não indicam aumento de casos na cidade e que a estrutura de saúde poderá ser ampliada em caso de necessidade.
"Não vai fechar comércio, nem há previsão", disse ele ontem, em entrevista coletiva. "Nem para agora, nem para depois de domingo", acrescentou o prefeito, referindo-se à data do segundo turno das eleições municipais. "Não se trata de segunda onda. Não existe esse fato comprovado, pelo contrário. Os números estão até arrefecidos em relação há algum tempo atrás", continuou.
O secretário de Saúde, Carmino de Souza, também não reconhece o surgimento de uma suposta segunda onda. "Não há segunda onda. O que temos é a intensificação da primeira", diz o secretário que garante que a rede está preparada.
"Quero tranquilizar a população quanto a isso. Para as pessoas terem uma ideia, nós temos 600 respiradores e apenas 180 estão sendo usados. Além disso, se for o caso, faremos ajustes nos leitos. A rede privada tem leitos para nos oferecer e nós temos condições de ampliar a oferta nos nossos dois hospitais municipais", afirma ele. Carmino explicou que o aumento no índice de ocupação dos leitos do SUS Municipal — que teve média de 56% nas duas semanas anteriores e que registrou 75% na segunda-feira e 73% ontem - se deve à mudança no sistema de oferta de leitos da própria rede.
Diz que teve de tirar 20 leitos do Hospital Ouro Verde, além de outros nove o Hospital Metropolitano. Segundo ele, não houve aumento no número de casos. O que aconteceu foi uma diminuição no número de leitos. O prefeito lembrou ainda que a rede conta com hospital de campanha montado. "Ele foi desativado porque não havia necessidade, mas não foi desmontado. Vou deixar um hospital de campanha montadinho para o próximo prefeito", finalizou. (AAN)

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Gilson Rei