Publicado 24/11/2020 - 07h37 - Atualizado 24/11/2020 - 07h37

Por Maria Teresa Costa

Sem maioria na Câmara, o novo prefeito dependerá de muitas negociações para aprovação de projetos

Cedoc/RAC

Sem maioria na Câmara, o novo prefeito dependerá de muitas negociações para aprovação de projetos

O prefeito que será eleito no próximo domingo precisará ter grande capacidade de diálogo com a Câmara Municipal, especialmente com os vereadores que farão oposição a seu governo e com os chamados independentes, para aprovar projetos de seu interesse. Fechados os apoios dos partidos aos candidatos no segundo turno, Dário Saadi (Republicanos) e Rafa Zimbaldi (PL) têm o mesmo número de vereadores para formar a base de governo: 12. A oposição soma seis parlamentares, e os independentes, três.
O cenário, segundo o cientista político e professor da PUC-Campinas, Vitor Barletta Machado, reflete uma fragmentação da preferência do eleitor, que já estava anunciada nas pesquisas, antes das eleições. "A princípio o que temos é que nenhum dos dois candidatos que foram ao segundo turno possui ampla maioria, uma grande vantagem em relação ao outro no que se refere à Câmara Municipal", disse.
Segundo ele, no entanto, poderá haver alguma movimentação, de aproximação tanto de um lado quanto de outro, dependendo de quem ganhar. Sem maioria na Câmara, independente de movimentações que os vereadores possam fazer nos seus apoios, significa que muita coisa, mesmo assim, precisará ser negociada e conversada dentro da Câmara. Essas movimentações, na sua avaliação, não serão suficientes para compor uma maioria tranquila.
O PT, PSOL e PCdoB definiram que serão oposição ao governo, qualquer que seja o eleito no domingo, porque consideram que os dois candidatos representam o mesmo projeto político conservador do prefeito Jonas Donizette (PSB), seus planos de governo não têm diferenças estruturantes na concepção política e econômica, e não representam os interesses do povo campineiro.
Apesar de o PSD ter fechado apoio a Dario Saadi no segundo turno, os dois vereadores eleitos pela legenda, Marcelo Silva e Nelson Hosrri, informaram que se manterão independentes e não compactuarão com esquemas de corrupção, e manterão "a transparência de suas ações, fiscalizando o Executivo, quem quer que seja o eleito".
O Novo não lançou candidato a prefeito, não apoiou nenhum dos candidatos no segundo turno e informou que o representante na Câmara, Paulo Gaspar, terá posicionamento independente, votando projetos alinhados com os princípios e valores expostos no estatuto partidário.
"Apoiamos ideias, princípios e valores, antes de apoiar pessoas. Portanto, qualquer que seja o eleito, estaremos presentes na Câmara para fiscalizar", informou o partido.
A COMPOSIÇÃO DA FUTURA CÂMARA
Oposição - Mariana Conti (PSOL), Guida Galixto (PT), Paulo Bufalo (PSOL), Gustavo Petta (PC do B), Paolla Miguel (PT), Cecílio Serafim dos Santos (PT).
Independentes - Marcelo Silva (PSD), Nelson Hossri (PSD), Paulo Gaspar (NOVO).
Apoiam Dario Saadi - Higor Campo Grande (Republicanos), Fernando Mendes (Republicanos), Rodrigo da Farmadic (DEM), Filipe Marchesi (PSB), Rubens Gás (DEM), Zé Carlos (PSB), Edison Ribeiro (PSL), Permínio Monteiro (PSB), Carlinhos Camelô (PSB), Arnaldo Salvetti (MDB), Luiz Rossini (PV), Paulo Haddad (Cidadania).
Apoiam Rafa Zimbaldi - Professor Alberto (PL), Du Tapeçeiro (Podemos), Luiz Henrique Cirilo (PSDB), Jair da Farmácia (Solidariedade), Jorge Schneider (PL), Juscelino da Barbarense (PL), Marcelo da Farmácia (Avante), Major Jaime (PP), Otto Alejandro (PL), Marrom Cunha (Solidariedade), Débora Palermo (PSC), Carmo Luiz (PSC).

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Maria Teresa Costa