Publicado 21/11/2020 - 10h46 - Atualizado 21/11/2020 - 10h47

Por AR/AAN


Getty Images/ BBC NEWS BRASIL

Balanço feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que desde o início da crise migratória, o número de venezuelanos que deixaram o País ultrapassa quatro milhões de pessoas. O Brasil seria o quinto destino mais procurado por eles, atrás da Colômbia, Peru, Estados Unidos e Espanha. Estima-se que mais de 264 mil migrantes e refugiados venezuelanos entraram e permaneceram no Brasil.
De acordo com o porta-voz do CMSE, Coronel Vladimir Tadeu Ferreira Julio, desde o início da estratégia, em 2018, já foram interiorizadas mais de 30 mil pessoas para mais de 400 cidades brasileiras. Somente em 2019, foram mais de 22 mil pessoas. "Esse número soma os esforços realizados pelo Governo Federal, Agências das Nações Unidas e organizações da sociedade civil para ajudar essas pessoas", destacou.
A Operação Acolhida está organizada em três eixos: O ordenamento da fronteira, que visa fazer os primeiros atendimentos, desde a recepção com identificação, fiscalização sanitária, imunização, regularização migratória e triagem de todos quem vem do país vizinho; acolhimento, no qual se leva os migrantes e refugiados para um dos 12 abrigos em Roraima; e interiorização, que desloca migrantes e refugiados venezuelanos de Roraima para outros estados brasileiros.
Conforme regras do Governo Federal, podem participar das ações apenas os migrantes e refugiados venezuelanos regularizados no Brasil, imunizados, avaliados clinicamente e com termo de voluntariedade assinado.
Desde o início da operação, mais de quatro mil militares já participaram das ações de acolhimento, que, seguindo regras do Ministério da Defesa, é feita substituição periódica das tropas.

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