Publicado 10/11/2020 - 07h56 - Atualizado 10/11/2020 - 07h56

Por Da Agência Anhanguera

Obras no Butantan tiveram início para dar forma à nova fábrica de vacinas, custeada pela iniciativa privada

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Obras no Butantan tiveram início para dar forma à nova fábrica de vacinas, custeada pela iniciativa privada

O governador João Doria (PSDB) anunciou ontem a chegada das primeiras doses da vacina Coronavac ao Brasil e o início das obras para a construção de uma fábrica desse tipo de vacinas, no Instituto Butantan.
Depois de ter recebido autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária e das Autoridades Sanitárias da China), o governo garantiu ontem que o Instituto Butantan receberá as primeiras 120 mil doses da Coronavac, com a chegada prevista para o dia 20 de novembro. A matéria-prima da nova vacina será transportada em bolsas de 200 litros dispostas em containers refrigerados, já que a Coronavac não necessita de temperaturas negativas para seu armazenamento.
Até dezembro de 2020, o Instituto Butantan receberá 46 milhões de doses da Coronavac, sendo 6 milhões já prontas para aplicação e outras 40 milhões que serão formuladas e envasadas em fábrica própria do Instituto. Mais 15 milhões de doses devem chegar até fevereiro de 2021. O transporte da matéria-prima usada na vacina será feito por aviões fretados e comerciais.
Em fase final de estudos clínicos no Brasil, a Coronavac é considerada uma das vacinas mais promissoras no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), e vem sendo testada em sete estados brasileiros, além do Distrito Federal.
Coordenado pelo Instituto Butantan, os testes envolvem 13 mil profissionais de saúde em centros de pesquisa de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Até o momento, mais de 10 mil pessoas já receberam ao menos uma das duas doses da vacina ou placebo.
Assim que os estudos clínicos comprovarem os índices de segurança e eficácia, a Coronavac será submetida ao devido registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para, somente depois, ser distribuída para a vacinação da população.
Fábrica
O governador esteve ontem no Instituto Butantan para acompanhar o início das obras da nova fábrica da vacina Coronavac. Com capacidade de produção de 100 milhões de doses por ano, a planta será construída com doações da iniciativa privada realizadas durante as reuniões do Comitê Empresarial Solidário e Econômico.
"É um dia histórico para São Paulo e para o Brasil. Um passo fundamental que consolida ainda mais o Instituto Butantan, e o Brasil, na liderança mundial em desenvolvimento e inovação tecnológica para a produção de vacinas", afirmou Doria.
A nova fábrica do Butantan terá cerca de 10 mil m² e além das doses da vacina contra a Covid-19, poderá produzir outros imunizantes fabricados no Instituto Butantan.
A previsão de conclusão das obras é de até 10 meses, com um custo de R$ 160 milhões. Já foram arrecadados até o momento R$ 130 milhões com doações de 24 empresas dos mais diversos setores da economia. As doações estão sendo coordenadas pela organização social Comunitas, com o apoio da Invest-SP.
Secretário afirma que a cidade deve ser beneficiada
O secretário municipal de Saúde, Carmino de Souza, disse ontem à tarde que Campinas deverá receber parte das 120 mil vacinas da Coronavac, mas não se trata de nenhum tipo de vacinação em massa. Segundo ele, Campinas deverá receber porque é um dos centros de pesquisa do imunizante. Em agosto, o governador João Doria anunciou que mais cinco centros de pesquisa iriam iniciar a testagem da vacina contra coronavírus em voluntários, entre eles, o Hospital das Clínicas da Unicamp. Ao todo, 12 núcleos científicos foram selecionados para a realização da terceira e última fase de ensaios clínicos da vacina.
"Campinas, como um dos centros de pesquisa da Coronavac certamente receberá a vacina", explicou. Para o secretário, a vacinação em massa propriamente dita poderá começar somente depois da chegada das 46 milhões de doses, prometida pelo governo para dezembro.
Casos
A instabilidade no sistema Sivep, do Ministério da Saúde, fez com que a Prefeitura de Campinas atualizasse ontem os dados do coronavírus na cidade apenas parcialmente. Há 38.891 casos confirmados da doença — 269 a mais que no boletim divulgado na última sexta. Já foram descartados 85.540 casos (1.062 a mais). O problema no sistema de dados ocorre em todo Estado de São Paulo. Segundo a última atualização, feita no dia 5 de novembro, havia 559 casos e 14 óbitos em investigação. Além disso, 198 pessoas estavam internadas com Covid e 1.333 pessoas haviam morrido em decorrência da doença.
Do total de casos confirmados, 37.272 pessoas se recuperaram (eram 36.882, são 390 a mais). Também há 85 pessoas em isolamento domiciliar (121 a menos).

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