Publicado 13/11/2020 - 06h00 - Atualizado 12/11/2020 - 15h21

Por Do Correio

Rapaz fuma maconha em uma

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Rapaz fuma maconha em uma "marica"

CAMPINAS: 400 MIL HABITANTES. 14 MIL VICIADOS
João Batista de Oliveira, um prêto forte de quase 30 anos, viajava muito, principalmente para o Paraguai e Argentina. Com êle, seguia sempre uma môça, raras vêzes a mesma. Lugares turísticos próximos à fronteira com o Brasil nestes dois países eram sempre visitados. O passeio era quase sempre curto. A situação seria normal, mostrando apenas a sofisticação de um conquistador, se João Batista de Oliveira não fosse o "Calote", rei da maconha em Campinas, o maior traficante que já passou pela cidade. Nas viagens êle trazia sempre mais uma mala: 15 quilos do produto, que seria depois distribuído nas "bôcas" (centros de comércio de drogas) pelos seus "passadores" (vendedores) proporcionando um lucro de quase mil por cento sôbre o custo inicial. Mas se "Calote" é o maior (no momento, detido, cumpre pena) Planica, Glicério e Jair fizeram do tráfico o meio de vida uma família: respectivamente, o trio é formado por sogro, cunhado e genro. Nada disso é todavia tão surpreendente como a estimativa oficiosa dos dois agentes mais antigos do setor de Entorpecentes da Delegacia de Jogos e Costumes.
 
CÍRCULO MILITAR ELEGERÁ AS MAIS BELAS BANHISTAS
O Circulo Militar de Campinas realizará na segunda quinzena de janeiro do próximo ano, sua festa máxima, incluída no Calendário Turístico de Campinas. As mais belas banhistas da temporada de 1971, serão escolhidas, sem classificação de primeiros e segundos lugares. As cinco mais belas banhistas, eleitas num concurso que deverá reunir as jovens associadas do Círculo, acompanhadas de seus pais, irão representar o clube, por sorteio, em cinco círculos militares do Brasil. A emprêsa de aviação Cruzeiro do Sul, já ofereceu passagem aérea de ida e volta a Manaus. Será inegávelmente uma viagem das mais interessantes, com oportunidade de conhecer a bela capital amazonense.
 
CHILE RESTABELECE RELAÇÕES COM CUBA
O Chile reiniciou ontem suas relações diplomáticas com Cuba, suspensas há mais de seis anos. Ao anunciar a medida, o presidente Allende disse que a sua decisão estava de acôrdo com a política de livre determinação dos povos, apoiada pela ONU, foi incisivo em assinalar que as sanções aplicadas a Cuba pela OEA não servem aos interêsses da paz e da amizade entre os países.

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