Publicado 18/10/2020 - 09h00 - Atualizado 17/10/2020 - 15h48

Por Eduardo Martins/Especial para a Metrópole

A costela-de-adão frondosa e a espada-de-são jorge enfeitam e dão vida ao quarto de casal

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A costela-de-adão frondosa e a espada-de-são jorge enfeitam e dão vida ao quarto de casal

Passatempo mental para uns e hobbie para outros, o cultivo de plantas no interior das casas se tornou uma tendência, e até mesmo uma terapia, durante a quarentena provocada pela pandemia da Covid-19. Essa atividade, além de prazerosa, traz benefícios significativos para quem gosta de ter contato com a natureza e prioriza o bem-estar. Os vegetais completam e alegram a decoração e ainda dão charme e aconchego aos ambientes, até mesmo nos quartos das residências para os quais existem espécies adequadas para dar aquele toque especial.
“Estudos mostram que o contato com plantas melhora o humor, ânimo, disposição e isso é positivo no contexto de isolamento social. A planta produz oxigênio e libera gás carbônico durante o dia. Para ter o ar da casa afetado, demanda uma quantidade significativa de plantas e, se não for esse o caso, existem estudos que mostram que elas podem trazer o bem-estar e parece ter um papel positivo”, destaca Felipe Franco da Graça, neurologista do Hospital das Clínicas da Unicamp.
Apesar disso, o médico alerta que nem todas as plantas são próprias para ambientes internos por liberarem pólen que podem causar problemas para pessoas com deficiência respiratória, até piorando um quadro de asma ou rinite. Neste caso, é necessário se informar sobre a planta com um especialista.
“Sempre temos que ficar atentos e o cultivo de plantas é muito individual. Existem plantas venenosas que podem trazer risco para alguém da família e é necessário se informar. De maneira geral, se a pessoa gosta e ninguém na sua casa tem problema respiratório, o vegetal melhora o ânimo e não tem contra indicação, desde que sejam tomados os devidos cuidados”, pontua.
Há até mesmo quem diga que manter plantas em quartos melhora o sono das pessoas. De acordo com Felipe, nenhum estudo comprova a veracidade dessa informação, mas ter a planta no quarto não é um problema se isso for realizado da maneira correta, com a orientação de um especialista na área.
“Ter a planta não é prejudicial, desde que sejam guardadas ressalvas. Ela respira como qualquer outro ser vivo e durante o dia realiza a fotossíntese. À noite, ela faz a respiração normal, mas nenhum estudo científico comprova que ela ajudaria no sono. Se o paciente está bem e gosta de plantas, pode ter uma qualidade de sono melhor de forma indireta, mas precisa de cuidados. Não é uma indicação médica, mas pode trazer o bem-estar e a sensação de ter um pouquinho da natureza perto da gente”, afirma Felipe Franco da Graça.
Florista sugere plantas para colocar no quarto
O uso de plantas no quarto requer a escolha certa para garantir um sono tranquilo. A florista Creuza de Fátima dos Santos aponta espécies que podem ser usadas nos dormitórios das residências.
Babosa: a famosa planta, que pertence a categoria das suculentas, é conhecida pelo seu óleo repleto de vitaminas e nutrientes. Pouca gente sabe, mas ela também consegue purificar o ar, por isso é muito benéfica para espaços fechados, entre eles os quartos. Para continuar saudável, ela necessita de regas esporádicas e sol diário.
Samambaia americana: possui a característica de umidificador natural do ar. Se adapta bem a casas, apartamentos e locais de pouca ventilação desde que sejam bem iluminados. Gosta de umidade e precisa de regas frequentes.
Lavanda: com propriedades relaxantes e tranquilizadoras, é umas das espécies mais indicadas para ambientes internos. Precisa ser exposta à luz natural pelo menos 6h por dia e ser regada apenas quando a terra estiver seca.
Hera: reduz a quantidade de mofo no ar, por isso consegue auxiliar muito na minimização de sintomas de alergias respiratórias. Se adapta a meia sombra ou sol pleno. Regas de duas a três vezes por semana.
Gérbera: enquanto muitas plantas liberam uma quantidade maior de gás carbônico durante a noite, a gérbera consegue manter a liberação de oxigênio. Ideal para ambientes de meia sombra com duas a três regas por semana.
Crisântemo: tem a característica muito particular de purificar o ar e auxiliar na eliminação das substâncias do tabaco. O ideal é ficar próxima à janela, pois precisa de luz direta. A rega deve ser feita preferencialmente no período da manhã, evitando molhar a folhagem, de duas a três vezes na semana dependendo do aspecto da terra, que deve sempre estar úmida.
Espada de São Jorge: recomendadíssima para melhorar a qualidade do ar. Elas são quase imortais e fáceis de cuidar. Estudos mostram que a Espada de São Jorge ajuda a prevenir irritação nos olhos, problemas respiratórios e dores de cabeça.

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Eduardo Martins/Especial para a Metrópole