Publicado 20/10/2020 - 09h32 - Atualizado 20/10/2020 - 09h32

Por Henrique Hein

O tráfico ilegal de aves silvestres nas cidades que compõem a RMC vem chamado à atenção da Polícia Ambiental e Rodoviária de Campinas

Divulgação/Polícia Militar Ambiental

O tráfico ilegal de aves silvestres nas cidades que compõem a RMC vem chamado à atenção da Polícia Ambiental e Rodoviária de Campinas

O tráfico ilegal de aves silvestres nas cidades que compõem a Região Metropolitana de Campinas (RMC) vem chamado à atenção da Polícia Ambiental e Rodoviária de Campinas, que somente nas últimas semanas, impediram vários crimes desta natureza. No último domingo, por exemplo, a Polícia Ambiental do município encontrou 165 papagaios e uma arara-vermelha em seis caixas que estavam guardadas dentro de um carro que circulava pela Rodovia Adalberto Panzan, em Campinas.
Os dois homens, de 36 e 59 anos, que estavam no veículo - um Fiat Uno com placas de São Paulo - foram detidos por volta de 17h e não possuíam autorização para transportar os animais. Dois dias antes, na sexta-feira da semana passada (16), vinte pássaros silvestres foram apreendidos pela Polícia Rodoviária, em Santo Antônio de Posse. As aves eram mantidas em cativeiro, sem nenhum tipo de cuidado. O infrator não apresentou registro no Ibama e foi multado em R$ 10 mil, conforme prevê o Artigo 25, da Resolução nº 48 da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SMA), que determina a autuação para quem mantiver em cativeiro espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade ambiental competente.
Das vinte aves encontradas, 17 passaram por avaliação e foram reintroduzidos em uma reserva da Mata Atlântica, em Amparo. As demais (três periquitos-maracanã) precisaram ser levadas ao Centro de Recuperação de Animais Silvestres (Cras) Pet Tietê, em São Paulo, porque não estavam aptos para a soltura. Além desses casos, a Polícia Ambiental também participou de outras ocorrências recentes em Campinas e em outras cidades que compõem a região. Há três semanas, por exemplo, no dia 26 de setembro, a corporação resgatou uma arara-canindé que vinha sendo mantida em cativeiro, no bairro São José, em Campinas. A ave, que pertence à lista de espécies ameaçadas de extinção, foi encontrada em um ferro-velho durante uma fiscalização de rotina.
O animal era mantido preso em uma gaiola, sem nenhum ripo de cuidado. No local, os policiais aplicaram uma multa no valor de R$ 5 mil ao responsável. Segundo a corporação, a atividade predatória já causou a extinção dessa espécie em outros países, como em Trinidad e Tobago, Paraguai e Bolívia.
A arara-canindé tem a plumagem com cores semelhantes à da bandeira do Brasil. Também conhecida como arara-de-barriga-amarela ou simplesmente arara-amarela, é considerada uma das espécies mais emblemáticas do cerrado brasileiro, sendo importante para cultura de muitas comunidades indígenas.

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Henrique Hein