Publicado 20/10/2020 - 07h58 - Atualizado 20/10/2020 - 07h58

Por Henrique Hein

17 das vítimas eram motociclistas, 10 estavam em carros e 4 pedestres

Wagner Souza/AAN

17 das vítimas eram motociclistas, 10 estavam em carros e 4 pedestres

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) registrou 34 mortes em decorrência de acidentes de trânsito em setembro deste ano. Trata-se do maior número para o mês desde 2017, quando foram contabilizados 38 óbitos em trinta dias. Em setembro do ano passado foram 26 vítimas fatais, enquanto em 2018 foram 31. As estatísticas são do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga-SP), a base de dados do governo paulista, que mapeia essas informações desde 2015.
O levantamento aponta que, entre os mortos do último mês, 17 eram motociclistas (metade do total), dez eram ocupantes de automóveis (não necessariamente o condutor) e quatro eram pedestres. Houve ainda um óbito de ciclista e outro de um ocupante de caminhão. Sobre o local do óbito, o órgão estadual indica que vinte pessoas chegaram a ser socorridas com vida nos hospitais, enquanto quatorze faleceram na própria via em que se acidentaram. A cada dez vítimas fatais, oito foram homens.
O estudo disponibilizou também os dados dos tipos e subtipos de acidentes que resultaram em morte. Em setembro, houve 22 óbitos a partir de choques ou colisões. Os atropelamentos vitimaram quatro pessoas e no restante dos casos não foi possível categorizar a causa. Entre as vítimas fatais, nenhuma era menor de idade, dezesseis tinham entre 18 e 39 anos e onze estavam dentro da faixa etária dos 40 aos 59 anos. Cinco idosos também morreram e em apenas dois casos a idade da vítima não foi confirmada.
Ainda de acordo com os dados divulgados pelo Infosiga-SP, as ruas e avenidas das cidades da região concentraram 19 mortes em setembro. Já os acidentes em rodovias, foram responsáveis pelo falecimento de outras 14 pessoas. Em dois casos, não foi possível detectar em que local a vítima sofreu o acidente fatal. Ao todo, das 34 mortes registradas no mês passado, nove aconteceram em Campinas, a maior e mais populosa cidade da região.
No acumulado do ano, a Região Metropolitana de Campinas totalizou 267 fatalidades no trânsito. Trata-se de um número maior do que o registrado no mesmo período de 2019, quando 258 vidas foram perdidas. Vale lembrar, no entanto, que houve uma grande redução da circulação de veículos em grande parte do ano por causa quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus, o que, em tese, deveria reduzir a quantidade de acidentes e mortes no trânsito.
Estado
Diferentemente do que aconteceu na RMC, o número de mortes em todo o Estado de São Paulo sofreu uma significativa redução. Em setembro, houve 461 fatalidades causadas por acidentes de trânsito em todos os 645 municípios paulistas. Trata-se de queda de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2019, quando foram 470 ocorrências. No acumulado do ano, são 3.644 óbitos contra 4.028 entre janeiro e setembro de 2019, uma redução de 9,5%.
Assim como na Região Metropolitana Campinas, os motociclistas lideraram as estatísticas do mês passado em todo o Estado, com 188 óbitos. Ocupantes de automóvel aparecem em segundo lugar com 120 ocorrências, enquanto acidentes envolvendo ciclistas vem logo atrás com 32 casos. As estatísticas apontam ainda que os mais beneficiados pelas reduções nos acidentes foram os idosos. Historicamente, o grupo corresponde a um terço dos pedestres mortos.

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Henrique Hein