Publicado 14/10/2020 - 06h00 - Atualizado 13/10/2020 - 15h13

Por Do Correio

Vereadores sendo despejados do Quinto Andar da Prefeitura de Campinas

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Vereadores sendo despejados do Quinto Andar da Prefeitura de Campinas

CÂMARA NÃO INFORMOU A JUSTIÇA: DESPEJO
O Poder Judiciário ainda não recebeu uma informação - oficial e definitiva - da Câmara Municipal, com respeito à desocupação do quinto andar do Palácio da Justiça. Tal fato, de acôrdo com telegrama que o juiz Manoel Carlos de Figueiredo Ferraz Filho, diretor do Fórum, recebeu do Tribunal de Justiça, deverá implicar numa ação judicial contra a Edilidade visando a retomada do pavimento por ela ocupado. O telegrama do Tribunal de Justiça foi redigido em termos incisivos, afirmando que se o juiz diretor do Fórum não tinha uma informação oficial da Câmara, seriam tomadas imediatas providências por parte daquela Côrte. Ontem, o dr. Manoel Carlos de Figueiredo Ferraz Filho, informou que a Câmara ainda não havia se manifestado com relação à data em que deverá deixar o Palácio da Justiça.
 
RIGORISMO NA POLÍTICA DE PREÇOS
O govêrno não tem intenção de se utilizar da política de tabelamento de preços e vai continuar em seu programa de acompanhamento rigoroso dos aumentos sem violentar a lei da oferta e da procura, através de estudo objetivo de cada caso em particular, segundo anunciou hoje o Secretário Geral do Ministério da Fazenda, sr. José Flavio Pecora. Acrescentou que até 5 de outubro a receita da União já havia alcançado 13,4 bilhões, enquanto a despesa situava-se em 13,6 bilhões, produzindo, portanto, um déficit orçamentário de 200 milhões. O déficit — segundo o sr. Flavio Pecora — não deverá ultrapassar a 800 milhões e será financiado pela colocação de títulos da dívida pública, o que o torna neutro no processo inflacionário, como ocorreu no ano passado.
 
UNIÃO SOVIÉTICA E FRANÇA FIRMAM ACORDO
A França e a URSS resolveram hoje aqui consultar-se, sempre que a tensão internacional o justifique. Em um protocolo assinado aqui ao término da visita oficial à União Soviética do presidente francês Georges Pompidou, ambos os países decidiram estabelecer contactos imediatos "no caso de que surjam situações que na opinião de um deles, constitua uma ameaça para a paz". Por outro lado, a França e a URSS resolveram "ampliar e aprofundar" suas consultas políticas sobre problemas internacionais de interesse comum. Entre estes se cita a situação europeia e a redução da tensão onde a segurança internacional pareça ameaçada.

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