Publicado 17/09/2020 - 10h10 - Atualizado 17/09/2020 - 17h50

Por Alenita Ramirez


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Seis pessoas foram presas temporariamente nesta quinta-feira (17), durante operação deflagrada pelo Ministério Público (MP) de Monte Mor, para desarticular uma organização criminosa responsável por comandar o tráfico de drogas na cidade. No total, foram cumpridos 14 dos 15 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão, nas cidades de Monte Mor, Hortolândia e Campinas. Um dos alvos morreu em confronto com a polícia. Um outro alvo não foi localizado e é considerado foragido. Sete dos mandados foram cumpridos em presídios, já que os alvos estavam presos.

Os mandados foram expedidos pelo juízo da 1ª Vara da Comarca de Monte Mor e foram cumpridos com apoio da Polícia Militar.

Denominada Konatakti, a operação tinha o objetivo de prender alguns alvos que são investigados em um inquérito sigiloso conduzido pela Promotoria de Justiça, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da PM. Os suspeitos são investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e integração a organização criminosa. “Todos os investigados são ligados ao tráfico de drogas, mas nem todos estão ligados a uma facção criminosa”, disse a promotora pública Cristiane de Morais Ribeiro Carvalhais de Camargo, frisando que as apurações seguem.

A operação teve apoio do Canil e do helicóptero Águia e envolveu aproximadamente 80 policiais militares do 10º Batalhão de Ações Especiais da Polícia (Baep) e da Força Tática do 48º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), além de três promotores de Justiça.

Dos dois mandados de prisão de suspeitos que ainda estavam soltos, quatro dos cumpridos foram em Monte Mor e dois em Hortolândia. Em um dos endereços em Monte Mor, no Jardim Alvorada, que a Força Tática da PM foi cumprir, um dos alvos teria recebido os policiais a tiros. Houve revide e o suspeito foi atingido por ao menos quatro tiros. Ele chegou a ser socorrido e levado para o hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos. Na casa dele, os policiais e os promotores localizaram uma metralhadora e uma pistola.

Em Campinas foi cumprido um mandado de busca e apreensão. O alvo já está preso por outro crime cometido.

Até às 14h30, tinham sido apreendidas três armas em dois outros endereços: uma metralhadora e duas pistolas, sendo uma pistola 9 mm e uma metralhadora .40 com o alvo que resistiu a prisão e mais uma 9 mm em outro endereço.

A operação recebeu o nome de “Kontakti” em razão da aparente função que parte dos alvos desempenharia no PCC, congregando os dados e contatos de outros integrantes do mesmo grupo criminoso. As prisões são temporária de 30 dias, passíveis de serem prorrogáveis por igual período.

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Alenita Ramirez