Publicado 17/09/2020 - 10h01 - Atualizado 22/09/2020 - 11h29

Por Maria Teresa Costa


Cedoc/RAC

A região de saúde de Campinas registrou ontem a menor taxa de ocupação de leitos de UTIs para pacientes graves da Covid-19 desde o início da pandemia. Com 52,7% dos leitos ocupados, a situação dos 42 municípios da região está pouco acima da média do Estado, de 50,2%. Foram internados mais 114 pacientes, com uma média móvel diária nos últimos sete dias de 110 internações, 4,3% superior à média de 14 dias.
Segundo boletim da Secretaria de Estado da Saúde, a região chegou a 96.504 casos confirmados de infectados pelo novo coronavírus, com 871 novos registros em 24 horas, levando a uma média diária de 613 casos em sete dias e a uma redução de 17,1% na variação semanal na comparação com a semana anterior.
Já as mortes ultrapassaram três mil registros. A região soma agora 3.034 óbitos – a média diária em sete dias foi de 24,14 óbitos, aumento de 38,5% em relação à média de 14 dias.
A queda na ocupação de UTIs para pacientes Covid-19 está caindo em todo o Estado. A Grande São Paulo chegou a 49,8%, a menor, segundo o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, o início dos registros de casos. “Isso mostra um controle da pandemia em todo o Estado”, disse.
O Estado registrou 290 novas mortes e 8.157 novos casos e soma agora 33.253 mortes e 909.428 casos confirmados do novo coronavírus. Os registros estão dentro da previsão quinzenal do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, que previam entre 900 mil e um milhão de infectados e de 33 mil a 38 mil mortes até 15 de setembro. Nova previsão divulgada ontem projeta que até 30 de setembro o Estado somará entre 960 mil e 1,05 milhão de infectados e entre 35 mil e 38 mil mortes pelo novo coronavírus.
Todas as regiões do Estado estão na fase amarela do Plano SP de flexibilização. Na semana passada, o governador João Doria anunciou mudanças nos critérios de reclassificação das regiões no plano. A partir de agora, as reclassificações passam a ser mensais para progressões de fase, mas se precisar regredir, a determinação ocorrerá a qualquer momento. Não haverá retorno à fase laranja: se os indicadores caírem, a regressão será para a fase vermelha, onde apenas serviços essenciais funcionam. Assim, a região de Campinas terá possibilidade de progredir para a fase verde a partir de 9 de outubro.
Quando ingressar na fase verde, passarão a valer novas regras para as atividades econômicas presenciais. Eventos culturais, academias de esportes e centros de ginástica, salões de beleza e barbearia, bares e restaurantes, serviços, comércio de rua e shopping que estão atualmente autorizados a funcionar com 40% da capacidade, poderão receber mais clientes, mas com a limitação de ocupação máxima limitada a 60% da capacidade do local e adoção dos protocolos geral e setorial específico.

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Maria Teresa Costa