Publicado 02 de Setembro de 2020 - 7h33

Por AFP

O presidente francês, Emmanuel Macron, chegou a Bagdá nesta quarta-feira (2) para sua primeira visita ao Iraque, com a intenção de ajudar este país a afirmar sua "soberania" longe das tensões entre seus dois aliados, Estados Unidos e Irã.

Procedente de Beirute, Macron ficará apenas algumas horas na capital, onde será recebido pelos principais dirigentes do país. Ele é o primeiro chefe de Estado estrangeiro a visitar o Iraque desde a nomeação, em maio, do atual primeiro-ministro, Mustafa al-Kazimi.

Na terça à noite, Macron disse que lançará em Bagdá, "em relação com as Nações Unidas, uma iniciativa para acompanhar um processo de soberania".

Esta "luta pela soberania do Iraque é essencial" para permitir que "este povo e este país que tanto sofreram (...) não cedam à fatalidade que seria o domínio das potências regionais e do terrorismo islâmico", explicou o presidente na última sexta-feira, em Paris.

"Há líderes e um povo que são conscientes disso e querem ter seu destino nas mãos. O papel da França é ajudá-los", acrescentou.

O Iraque está há anos sob pressão de seus parceiros mais influentes, Washington e Teerã, posição ainda mais difícil de manter a partir de 2018 com a campanha de "pressão máxima" exercida pelos Estados Unidos de Donald Trump contra o Irã.

O Iraque, que viu um potente movimento de protestos populares emergir no ano passado, também enfrenta uma situação econômica delicada. É o segundo país produtor mais importante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e foi muito afetado pela queda dos preços dessa commodity.

A pandemia de coronavírus agravou ainda mais as dificuldades.

Em Bagdá, a mensagem de Macron deve ecoar a de seu ministro das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, que enfatizou em uma visita em julho a necessidade de o Iraque "se dissociar das tensões de seus vizinhos".

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