Publicado 01/08/2020 - 12h51 - Atualizado 02/08/2020 - 11h11

Por Maria Teresa Costa

A Rua 13 de Maio registrou grande movimento na manhã deste sábado (1)

Wagner Souza/AAN

A Rua 13 de Maio registrou grande movimento na manhã deste sábado (1)

No primeiro sábado após o retorno de Campinas à fase laranja do Plano SP de retomada das atividades, o Centro de Campinas voltou a registrar grande movimento de pessoas, especialmente no calçadão da 13 de Maio. Tanto movimento, no entanto, não reverteu em vendas aos lojistas.
A presidente da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), Adriana Flosi, avalia que o movimento nas ruas deve aumentar na próxima semana, quando sai o pagamento de salários e as pessoas vão pagar suas contas e fazer compras.
Apesar do grande fluxo de pessoas e algumas filas, o número de campineiros nas ruas está bem abaixo do que era registrado antes do início da pandemia.
“Tem bastante gente, mas as pessoas não estão comprando. Não sei se é receio do desemprego, mas o fato é que estamos com o consumo reprimido”, disse o presidente do conselho da Acic e vice-presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas, Edvaldo de Souza Pinto.
Segundo ele, há pessoas saindo para comprar sapato, por exemplo, e levam a família junto, aumentando assim a circulação. “Isso é ruim, porque pode colocar em risco uma mudança de fase da cidade para a amarela”, afirmou.
A avaliação do comércio é de que nessa primeira semana de retorno à fase laranja, o movimento foi inferior ao registrado entre 8 e 21 de junho, quando a cidade foi, pela primeira vez, para a abertura, com regras, das atividades não essenciais. Após ficar fechado por 35 dias, voltou a abrir na segunda-feira. Havia possibilidade de funcionar por seis horas diárias, fechando três dias, o comércio de Campinas optou por abrir todos os dias, por quatro horas.
A vendedora de uma das lojas da 13 de Maio, Alice Siqueira, disse que as vendas ainda são poucas, apesar do movimento no calçadão. “Muita gente veio passear com a família, mas pelo menos estou vendo que as pessoas estão usando máscaras, mas algumas colocando de forma incorreta”, afirmou.
O Dia dos Pais, segundo estimativa da Acic, deve ter queda de 61% nas vendas do comércio varejista da Região Metropolitana de Campinas (RMC), na comparação com a data no ano passado. A entidade avalia que o faturamento da RMC vai cair de R$ 275,5 milhões para R$ 107,5 milhões. O mesmo índice é projetado para Campinas, maior cidade e sede da RMC, onde o montante vai despencar de R$ 126,3 milhões para R$ 49,3 milhões.
Força-Tarefa vistoria 25 comércios
Para assegurar o emprego das regras sanitárias impostas pela pandemia, fiscalizações são realizadas em Campinas pela Força-Tarefa Covid-19, coordenada pela Vigilância Sanitária, com participação do Procon e da Secretaria de Planejamento e Urbanismo (Seplurb). Dois shoppings de Campinas foram vistoriados na última quinta-feira. A ação contou com três equipes.
Os itens checados foram o uso de máscaras por clientes e funcionários, controle de fluxo de pessoas nas lojas, aglomeração, demarcação no piso para garantir o distanciamento entre os clientes, disponibilização de álcool gel e fornecimento de máscaras em número suficiente para os funcionários e, ainda, ter a Declaração de Estabelecimento Responsável em local visível. A fiscalização inspecionou 25 estabelecimentos e um hipermercado, que foi autuado por não realizar o controle de fluxo, por permitir a entrada de cliente sem máscara, por não ter demarcação de distanciamento nas filas de espera e não ter a Declaração de Estabelecimento Responsável.

Escrito por:

Maria Teresa Costa