Publicado 01/08/2020 - 10h32 - Atualizado // - h

Por Gilson Rei

Edifício, projetado pelo arquiteto Fábio Penteado, tem infiltrações

Leandro Ferreira/AAN

Edifício, projetado pelo arquiteto Fábio Penteado, tem infiltrações

Após nove anos de espera, as obras de revitalização do Centro de Convivência Cultural deverão ter início nos próximos dias. A notícia foi dada ontem pelo prefeito, Jonas Donizette (PSB), que prometeu assinar a ordem de serviço, dando início aos trabalhos neste mês de agosto. O complexo artístico e cultural do Centro de Convivência está fechado desde 2011.
Apesar da boa notícia, não foi dada a previsão de quanto tempo a obra deverá durar. A única certeza é de que há muito a fazer no local. O edifício projetado pelo arquiteto Fábio Penteado apresenta fios expostos, ligações de energia clandestinas, goteiras, muita umidade no chão e nas paredes devido à infiltração. Além disso, o prédio apresenta até pontos com esgoto a céu aberto.
Na área externa, outras obras serão necessárias. Os pilares próximos à entrada, onde funcionava o setor administrativo da Orquestra Sinfônica, possuem rachaduras e o chão já cedeu.
A expectativa é de que haja na primeira fase da revitalização uma recuperação estrutural, com intervenções no sistema de drenagem, eliminação de infiltrações e fissuras. Há necessidade também de reparos em ferragens; impermeabilização e substituição completa das redes elétrica e hidráulica. Também serão feitas as adequações para acessibilidade e para atender as normas de segurança do Corpo de Bombeiros.
Em uma segunda fase, deverá ocorrer instalação do sistema de climatização, exaustão e ar-condicionado, acústica, cenotecnia, áudio e vídeo, automação, luminotécnica e limpeza geral. A reforma inclui adequação de usos, acessos e circulações e preserva o projeto original de Fábio Penteado.
As salas de máquinas de todos os sistemas de apoio do Centro Cultural serão mantidas e readequadas com novos equipamentos. Os sistemas existentes de troca e condicionamento do ar, infraestrutura elétrica, iluminação e segurança contra incêndios, deverão ser completamente removidos para substituição.
As aberturas secundárias entre os Blocos B (bar/café) e T (onde estão o teatro, camarins, sanitários, administração da Orquestra, sala de ensaio) serão reativadas para facilitar o acesso do público ao teatro e complementar as rotas de fuga.
Será feita nova impermeabilização da cobertura e substituição da laje de forro. O palco existente, que não é original, será removido, liberando espaço da galeria para o anel de circulação geral do complexo.
Um novo palco menor será construído para pequenas apresentações. O mezanino do bar deverá ser reativado para uso público e poderá ser utilizado pelo próprio café ou para eventos do tipo exposições e instalações artísticas e pequenos workshops.

Orçamento
O custo total da obra está estimado em R$ 41,4 milhões e, por enquanto, a Prefeitura tem R$ 19,1 milhões garantidos por convênio com o governo do Estado, assinado em novembro do ano passado. O recurso estadual é parte da verba que estava destinada à construção do Teatro de Ópera Carlos Gomes, no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim. A Prefeitura não definiu de onde virá o restante do recurso para concluir a reforma, mas poderá ser de um novo repasse do governo ou de empréstimo.
A Construtora Progredior Ltda. apresentou o menor preço no final de maio na licitação para as reformas. Dez empresas entregaram as propostas. A Progredior propôs fazer a primeira fase da obra por R$ 17,8 milhões, um deságio de 20% em relação ao valor do edital.

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Gilson Rei