Publicado 19/08/2020 - 06h00 - Atualizado 18/08/2020 - 15h11

Por Do Correio

A via Anhanguera está saturada

Reprodução

A via Anhanguera está saturada

QUATRO PISTAS LIGARÃO CAMPINAS A SÃO PAULO
Uma nova estrada, com quatro faixas de trânsito, e mais duas adicionais a partir de 1983, será construído a partir de 1971, pela Secretaria dos Transportes, ligando São Paulo a Campinas. A informação foi colhida ontem pela reportagem junto à Secretaria dos Transportes, via telex. A nova estrada aliviará o trânsito da via Anhanguera, atualmente em fase de reconstrução, e é a principal medida de um amplo sistema em fase final de estudos: a Via Norte, que implicará na expansão da Anhanguera para atender ao trânsito até 1993 e da Washington Luís, respectivamente até Ribeirão Preto e Matão, para atender ao trânsito até 1993.
 
TRÂNSITO: UMA QUESTÃO DE BOM SENSO
A declaração, do delegado Adolpho Magalhães Lopes, foi feita ontem, na reunião-jantar do Lions Clube de Campinas-Sul que está apoiando a campanha do CORREIO POPULAR, no sentido de obter maior segurança no tráfego de veículos da cidade, através de melhor sinalização e da conscientização dos motoristas. O encontro, teve lugar no Clube Fonte São Paulo e foi presidido pelo Dr. João Camillo de Aguiar, em exercício naquele clube de serviços. O delegado Magalhães Lopes abordou o assunto destacando principalmente o fato de que a campanha é bastante oportuna, considerando-se o fato de que os Cr$ 200,00 com que a municipalidade contribui, não bastam sequer para a sinalização de um dos pontos de conflito da zona central. - "Arrecadamos em Campinas, a soma em números redondo de CrS 1 milhão (1 bilhão de cruzeiros velhos) mas não podemos reivindicar parcela específica deste total. O Departamento Estadual de Trânsito não é infelizmente uma autarquia. E tôda a sua arrecadação destina-se à caixa comum dos cofres estaduais".
 
UNIVERSIDADE INSURGE-SE CONTRA ARECO
Uma violenta crítica ao govêrno uruguaio formulou a Universidade Central da República ao pronunciar-se ontem à noite, sôbre a execução do norte-americano Dan Mitrione, cuja morte deplorou sem repudiar por isso aos movimentos guerrilheiros. Afirma em sua declaração que "a violência não irrompe caprichosamente e sim que é, a expressão mais dolorosa de uma crise econômica e social" e acusou a "dureza" do poder executivo o trágico desenlace dos fatos recentes. Profundas divergências no Conselho Central Universitário por causa da execução de Mitrione, retardaram um pronunciamento que, finalmente ontem à noite, foi adotada pela unanimidade de seus 15 membros.

Escrito por:

Do Correio