Publicado 28/07/2020 - 20h39 - Atualizado 28/07/2020 - 20h40

Por Da Agência Anhanguera

A previsão do governo russo é de iniciar a vacinação em agosto.

Divulgação/Governo de São Paulo

A previsão do governo russo é de iniciar a vacinação em agosto.

A Rússia está mais perto de se tornar o primeiro país a iniciar a distribuição de uma vacina contra o coronavírus para a população. O país anunciou hoje que concluiu parte dos testes clínicos necessários para comprovar a eficácia da imunização desenvolvida por iniciativa do governo russo. São pelo menos duas vacinas em desenvolvimento que devem começar a ser produzidas em escala em meados de agosto.
Uma instalação de pesquisa estatal em Moscou, o Instituto Gamaleya, concluiu os primeiros testes em humanos de uma vacina baseada em adenovírus no início deste mês e espera entrar em grande escala no próximo. Segundo o diretor da instituição, Alexander Gintsburg, a previsão é que a vacina "entre em circulação civil" entre 12 e 24 de agosto. Essa distribuição será equivalente a um teste de fase 3, já que as pessoas que receberem a vacina ficarão sob supervisão. Os testes de fase 1 e fase 2 normalmente verificam a segurança de um remédio antes de este avançar para a fase 3, que testa sua eficácia em um grupo maior de voluntários.
Já o instituto de virologia Vector, órgão estatal russo, iniciou na última segunda-feira (27) testes humanos da segunda potencial vacina da Covid-19 do país, informou a agência de notícias RIA nesta terça (28). O primeiro dos cinco voluntários recebeu a dose e, segundo a agência, estava se sentindo bem até o momento. 
O próximo voluntário vai receber uma injeção em 30 de julho, informou a RIA, segundo a Rospotrebnadzor, responsável pela segurança do consumidor no país. Um registro governamental de todos os ensaios clínicos mostra que o instituto Vector, na Sibéria, está testando uma vacina peptídica usando uma plataforma desenvolvida pela primeira vez para o ebola.
Espera-se que o estudo atinja até 100 voluntários entre as idades de 18 e 60 anos. A Vector está trabalhando em seis diferentes vacinas potenciais contra o coronavírus, mostram registros da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Mais de 100 possíveis vacinas estão sendo desenvolvidas em todo o mundo para tentar erradicar a pandemia de coronavírus. Pelo menos quatro estão em testes humanos finais da Fase 3, de acordo com dados da OMS - incluindo três desenvolvidas na China e outra na Grã-Bretanha.

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