Publicado 24/07/2020 - 10h38 - Atualizado 24/07/2020 - 14h33

Por Maria Teresa Costa

Campinas baixou os índices de ocupação de UTIs, porém, ainda continua com média diária alta de mortes

Leandro Ferreira/AAN

Campinas baixou os índices de ocupação de UTIs, porém, ainda continua com média diária alta de mortes

Após três semanas consecutivas de portas fechadas, o comércio de rua, shoppings e escritórios poderão reabrir para atendimento presencial, com regras, a partir de segunda-feira. A melhora nos indicadores de novos casos, óbitos e ocupação de leitos de UTI levou o Comitê de Contingenciamento da Covid-19 a reclassificar a região de saúde de Campinas, com 42 cidades, para a fase laranja. O governador João Doria prorrogou a quarentena no Estado até 10 de agosto.
Os estabelecimentos comerciais poderão optar por funcionar por seis horas diárias na fase laranja do Plano SP, duas horas a mais do que o permitido atualmente o permito na fase laranja. Porém, ao fazer opção pela mudança, terão que fechar durante três dias da semana. Os comerciantes, segundo o prefeito, optaram pelo funcionamento por quatro horas diárias.
Com 41.267 casos registrados até ontem, houve uma variação de 3,4% nos novos casos confirmados na última semana. As mortes somam 1.576, com variação na semana de 8,8%. Mas foi a queda de internações em UTI que levou a região a sair da fase vermelha, onde apenas serviços essenciais estão autorizados a funcionar. A taxa ficou em 78,3%, ontem. Taxas abaixo de 80% permitem que as regiões progridam de fase.
A quarenta para o enfrentamento da disseminação do novo coronavírus começou em Campinas dia 23 de março, quando apenas os serviços essenciais puderam funcionar. Com o início do Plano SP de retomada gradual das atividades no Estado de São Paulo, a região de Campinas foi classificada na zona laranja, a segunda fase dentre cinco previstas até a normalização de todas as atividades no estado, e pode flexibilizar as regras, com restrições, a partir de 1º de junho.
Campinas adiou por uma semana a retomada, após avaliação do prefeito Jonas Donizette (PSB) da falta de garantias totais de que os leitos contratados estariam em operação na primeira semana do mês.
A região permaneceu na fase laranja até o início de julho, quando a taxa de ocupação de leitos levou as 42 cidades de volta à fase vermelha, a mais restritiva, onde está, pela terceira semana consecutiva. As igrejas poderão funcionar, mas a recomendação do prefeito é que cultos e missas continuem on line. Jonas disse que está recorrendo da liminar que suspendeu o funcionamento de igrejas – a Justiça entende que a retomada de celebrações só pode ocorrer na fase amarela, mas, segundo o secretario de Assuntos Jurídicos, Peter Panutto, há um equívoco na interpretação, porque o Plano São Paulo não define fase para as igrejas.
Com a reclassificação, a partir de segunda-feira, imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio de rua e shoppings centers poderão abrir com restrições.
O Plano SP define que a requalificação de fase para mais restritiva será feita semanalmente, caso a região tenha piora nos índices. Para que haja uma promoção a uma fase com menos restrições e mais aberturas, serão necessárias duas semanas. O plano dá autonomia para que prefeitos diminuam ou aumentem as restrições de acordo com os limites estabelecidos pelo Estado, desde que apresentem os pré-requisitos embasados em definições técnicas e científicas.
Além dos serviços essenciais estão autorizados a funcionar com atendimento presencial, mais setores podem abrir:
I - escritórios em geral, como advocacia, contabilidade e imobiliárias, engenharia, arquitetura e turismo;
II - Shopping Centers, das 16h às 20h, ficando vedada a realização de atividades e eventos culturais e de lazer, o funcionamento de praça de alimentação, bem como os serviços de valet
III - Comércios e serviços, inclusive galerias e estabelecimentos congêneres, das 12h às 16h de segunda-feira à sexta-feira e das 9h às 13h durante os finais de semana e feriados.
IV – Autoriza eventos realizados em drive-in, desde que tenha alvará e cumpra as regras.

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Maria Teresa Costa