Publicado 15/07/2020 - 12h14 - Atualizado 15/07/2020 - 12h14

Por Gilson Rei

Unicamp amplia os serviços psicológicos

Cedoc/RAC

Unicamp amplia os serviços psicológicos

A Unicamp lançou mais um serviço para preservar a saúde mental da comunidade acadêmica no período de pandemia. Professores da universidade podem ser atendidos desde ontem por psicólogos e psiquiatras, por meio de uma parceria entre Serviço de Apoio Psicológico e Psiquiátrico (Sappe) e o Centro de Saúde da Comunidade (Cecom). Inicialmente, o atendimento será em grupo. As demandas devem ser enviadas via e-mail: sappeass@unicamp.br.
A partir das demandas, poderão ser encaminhados atendimentos individuais. A Unicamp também possui um serviço de atendimento psicológico e psiquiátrico voltado a estudantes, via Sappe. Além disso, há uma rede de apoio em saúde mental para profissionais de saúde e para pacientes e familiares de pacientes internados nos hospitais da universidade em virtude da Covid-19. Todos os atendimentos são virtuais, por causa das medidas de distanciamento.
Tânia Mello, médica psiquiátrica e coordenadora do Sappe, disse que o objetivo é preservar a saúde mental da comunidade acadêmica no período de pandemia. "A partir do primeiro atendimento, vamos ver o que eles precisam. Algumas conversas vão ser em grupo porque tem situações a respeito das dificuldades que são enfrentadas de uma maneira geral. Se houver necessidade individual a gente também encaminha de acordo com a demanda", afirmou a médica ao Portal da Unicamp.
Segundo a médica, o momento de pandemia traz dificuldades para todos, que podem ser agravantes na saúde mental. Para os docentes, ela salientou que a mudança na rotina de trabalho de forma abrupta traz também agravantes, que se somam às incertezas em relação aos desdobramentos no cenário da doença.
Tânia citou, como exemplo, as mudanças do formato presencial de aulas para o formato on-line e a necessidade de lidar com perdas de colegas, além de fatores que já se prolongam há alguns anos, como os ataques às universidades. Outro aspecto é sobre a saúde de docentes idosos, que são também do grupo de risco para a Covid-19. Quanto aos docentes mais novos, em muitas vezes, existe a adaptação da rotina com filhos. "Muitas mulheres estão com todas jornadas ocupadas, sem ter ajuda”, comentou.

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Gilson Rei