Publicado 06/07/2020 - 13h38 - Atualizado 06/07/2020 - 14h00

Por Estadão Conteúdo


Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os testes clínicos com uma potencial vacina contra a Covid-19 começarão dia 20 de julho com nove mil voluntários em 12 centros de pesquisas de seis estados, anunciou o governador João Doria (PSDB). A partir de segunda-feira os voluntários poderão se inscrever para participar dos testes da vacina produzida pela empresa chinesa Sinovac. A Unicamp participará da testagem dessa vacina. O estudo custará R$ 85 milhões e será financiado pelo Estado.
Os voluntários irão se candidatar em um aplicativo que será divulgado na sexta-feira. Com a aprovação pela Anvisa para o início da testagem, o protocolo terá que ser aprovado pelas comissões de ética das instituições que participarão do estudo.
Os lotes do imunizante Coronavac estão previstos para chegar na próxima segunda e a prioridade de participação na testagem é para profissionais da área da saúde que atuam no atendimento de pacientes com Covid-19. Para participar da pesquisa são os voluntários precisarão ter mais de 18 anos, não ter infecção prévia, ou seja, que não tenha se infectado pelo coronavírus, não participar de outros estudos, não ter outras doenças ou outras alterações que impeçam a aplicação de vacina. Grávidas não poderão participar dos testes clínicos.
O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, informou que o laboratório Sinovac tem três centros produtores da vacina e mais um está em construção. Estarão disponíveis cerca de 100 milhões de doses – a nova fábrica terá capacidade para produzir entre 300 milhões e 500 milhões de doses.
O Instituto Butantan também está ampliando sua capacidade, e poderá produzir 100 milhões de doses, assim que o estudo mostrar a eficácia da vacina. O acordo feito com o laboratório chinês prevê a disponibilização de 60 milhões de dose para a imunização da população. Os critérios de aplicação na população, assim que ela for aprovada, serão definidos pelo Programa Nacional de Imunização.
O protocolo de testagem prevê que a cada pessoa que receber a dose da vacina, outra receberá placebo (formulação sem efeito farmacológico) e os dados serão avaliados por uma organização internacional e divulgados após o final da pesquisa ao Instituto Butantan.
Além da Unicamp, participarão do teste da vacina, o Centro de Pesquisa do Hospital de Clínicas de São Paulo, o Instituto Albert Einstein, Instituto de Infectologia Emilio Ribas, o Hospital Municipal de São Caetano do Sul, a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, a Universidade Federal de Brasília, Instituto de Infectologia Evandro Chagas do Rio de Janeiro, a Universidade Federal de Minas Gerais, o Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul e o hospital da Universidade Federal do Paraná.

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