Publicado 29/06/2020 - 14h44 - Atualizado // - h

Por Estadão Conteúdo


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O ator Miguel Falabella participou do Domingão do Faustão no domingo, 28, e conversou com Fausto Silva sobre diversos temas, como preconceito, a pandemia do novo coronavírus e como tem passado sua quarentena. No programa o apresentador também fez um convite para o artista.

Miguel apareceu no programa para analisar diversas participações do quadro Show dos Famosos, que possui três temporadas e mostra artistas fazendo covers de cantores. O ator é jurado do quadro desde sua primeira edição, e foi convidado por Faustão para continuar em 2021.

"Ele que é indispensável para esse quadro do programa, para esse sucesso. E que voltará no ano que vem", disse Faustão.

Miguel Falabella foi demitido da Globo em 5 de junho de 2020, e disse à época para o jornal O Estado de S. Paulo que foi informado com antecedência da decisão.

Ao ser perguntado sobre o isolamento social, Falabella comentou que tem aproveitado a situação: "Aprendi a cada vez mais a acreditar na minha resiliência, na minha capacidade de me reinventar e de buscar coisas positivas. Eu estou confinado há quase quatro meses, ou você aprende a viver com você mesmo, seus fantasmas, alegrias, as coisas que você conquistou ou fica muito difícil". Ele revelou que voltou a escrever, e que pretende sair do isolamento "com muita coisa escrita".

Faustão também conversou com Miguel sobre os tipos de preconceitos e seus efeitos, e o ator contou que já foi vítima de alguns: "Sofri vários tipos de bullying ao longo da minha vida, da minha vida profissional. Sofri preconceito por gênero, por fazer comédia. Você é visto como um profissional menor. Se você não quer ser uma pessoa que se expõe publicamente você sofre preconceito."

"O importante é jamais permitir que o olhar de uma terceira pessoa te defina. Se você tem educação e sabe quem você é, você jamais vai permitir que um outro olhar te defina", defendeu Miguel.

Ele comentou que considera que hoje é necessário falar sobre os problemas apontados, e que é preciso "desaprender tudo que a gente aprendeu errado".

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