Publicado 30/06/2020 - 10h59 - Atualizado 30/06/2020 - 10h59

Por Maria Teresa Costa

Pesquisa indica quase 4 vezes mais casos

Divulgação/Agência Brasil

Pesquisa indica quase 4 vezes mais casos

Campinas pode ter perto de quatro vezes mais casos de infectados pelo novo coronavírus do que mostram as estatísticas oficiais, de acordo com pesquisa de base epidemiológica realizada pela Secretaria de Saúde em parceria com a Unicamp. Na primeira fase foram testadas 1.937 pessoas e 43 deram positivo, ou 2,22% da amostra populacional. Isso significa que no universo da cidade, 27.087 pessoas já tiveram contato com o novo coronavírus, o que mostra o alto grau de vulnerabilidade da população à Covid-19. Campinas registra oficialmente 7.848 casos da doença.
A pesquisa mostrou também que a maior proporção dos campineiros foi infectada na sua própria residência. A baixa prevalência da Covid-19 na população significa que há muitas pessoas sob risco de adoecer e que, portanto, devem manter o isolamento social, saindo somente se necessário e com todos os cuidados (máscaras, higiene pessoal e evitar ficar a menos de 2 metros das outras pessoas).
O inquérito, inicialmente previsto para ser aplicado em 1,7 mil pessoas nas diversas regiões da cidade, foi ampliado em função da metodologia. Uma pessoa de cada casa selecionada seria testada e, se desse positivo, todos os moradores da residência fariam o teste rápido. Os testes mostram se as pessoas tinham os anticorpos para a doença.
O levantamento sorológico apontou maior prevalência do novo coronavírus na região Noroeste da cidade, com 3,86% positivos para a Covid-19, levando a uma estimativa de 6.677 pessoas que já foram infectadas. Na região Norte a prevalência foi de 2,5% (5.759 pessoas infectadas), na Sudoeste de 2,27%, com 4.923 pessoas com os anticorpos, na Sul a prevalência foi de 1,98% da população, ou 6.579 pessoas, e na Leste, de 1,18% (3.058 infectados).
O secretário de Saúde Carmino de Souza avaliou que a pesquisa mostrou que para cada caso confirmado oficialmente, há 3,8 mais pessoas infectadas, o que coloca a cidade em situação melhor que no restante do Brasil, onde o índice é entre 7 e 10 vezes maior.
Uma nova fase da pesquisa começará essa semana, para uma avaliação, duas semanas após a primeira, da evolução da doença na cidade.
A testagem no primeiro grupo começou no início de junho. O teste aplicado foi o Igm/Igg, que identifica em aproximadamente 15 minutos, a presença de anticorpos ao coronavírus, o que indica se foram contaminadas.

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Maria Teresa Costa